Clique e Assine a partir de R$ 7,90/mês

Mais um policial é morto em favela ‘pacificada’ do Rio

Soldado foi atingido na cabeça durante confronto no Morro do Andaraí, área considerada de risco moderado. É o sétimo PM morto em favelas com UPP em 2015

Por Leslie Leitão 6 jul 2015, 20h33

Ocupado por uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) desde julho de 2010, o Morro do Andaraí, onde vivem 9 700 pessoas, conta com um patrulhamento de 219 homens (relação de um para cada 44 habitantes). Numa avaliação interna da Polícia Militar fluminense, a região é classificada na cor amarela, ou seja, de risco moderado. E foi nesta favela ‘pacificada’ que mais um policial foi assassinado no Rio de Janeiro: Amancio Ferreira, de 34 anos. Na noite desta segunda-feira, um confronto fez mais duas vítimas. Socorrido após ser atingido no rosto, o soldado não resistiu e tornou-se o sétimo policial morto em áreas de UPP somente em 2015 – média de um por mês.

Outro soldado também ficou ferido e passa por uma cirurgia no Hospital do Andaraí. Com esses dois casos, a estatística de policiais baleados em regiões consideradas pacificadas pela Secretaria de Segurança vai aumentando. Nos sete meses do ano, além dos sete mortos, outros 59 ficaram feridos.

Dois desses feridos foram atacados no último fim de semana. O primeiro foi o soldado Gustavo Bernardo Aparício, atingido na bacia no último sábado, na Avenida Leopoldo Bulhões, em Manguinhos. Ele foi operado e segue internado. No domingo, na Fazendinha, no Complexo do Alemão, um policial foi atingido no peito, mas foi salvo pelo colete à prova de balas.

Confrontos – As últimas 24 horas foram marcadas por confrontos em pelo menos outras cinco favelas que contam com UPP. No Morro dos Macacos, em Vila Isabel, uma base é uma viatura foram atingidas por tiros. Outros tiroteios foram registrados também na Favela da Grota, no Alemão, na Vila Cruzeiro, na Penha, e na Rocinha, em São Conrado, e na Cidade de Deus. Desde o início do processo de pacificação, em dezembro de 2008, 23 policiais morreram e 185 ficaram feridos, num total de 208 baleados.

Continua após a publicidade

Publicidade