Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Mãe e padrasto do menino Joaquim são presos em Ribeirão Preto

Corpo da criança, que estava desaparecida desde terça-feira, foi encontrado no domingo em um rio

A mãe e o padrasto do menino Joaquim Ponte Marques, de 3 anos, cujo corpo foi encontrado em um rio neste domingo, foram presos em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. Segundo o jornal Bom Dia Brasil, da Rede Globo, a Justiça aceitou o pedido de prisão preventiva da psicóloga Natália Ponte e do técnico em informática Guilherme Longo horas após o corpo da criança, que estava desaparecida desde terça-feira, ter sido descoberto em um rancho. Revoltados, moradores da cidade dirigiram-se à casa do casal para exigir justiça. Natália e Longo devem permanecer presos pelos próximos trinta dias.

O corpo de Joaquim foi encontrado pelo dono de uma fazenda no final da manhã deste domingo, no rio Pardo, na zona rural de Barretos, interior de São Paulo. O local fica a cerca de 150 quilômetros de Ribeirão Preto. O menino estava com o pijama que usava para dormir no dia que sumiu e foi reconhecido pela mãe e pelo pai, Arthur Paes.

Uma das possibilidades é que Joaquim tenha sido jogado no córrego Tanquinho, que passa perto de sua casa e deságua no rio Pardo. Como choveu muito durante a semana, ele teria sido levado pelas águas até Barretos. A localização do corpo ocorreu por volta das 11h30 e pouco tempo depois policiais militares se deslocaram para a casa do menino, no Jardim Independência, em Ribeirão Preto. O objetivo foi fazer um cerco preventivo para evitar que a mãe e o padrasto pudessem deixar o local, já que são vistos como suspeitos.

Desde o início das buscas a Polícia Civil vinha apostando suas fichas que o menino estaria no rio. A suspeita aumentou após um cão farejador da polícia apontar que o menino teria ido de sua casa até o córrego na companhia do padrasto, Guilherme Longo. Ele, por sua vez, se defendeu dizendo que sempre ia ao córrego com o garoto e que, por isso, a descoberta não queria dizer nada.

Exames – Após ser encontrado, o corpo foi mandado para o IML (Instituto Médico Legal) de Barretos. Ele foi examinado e um laudo deverá apontar as causas da morte. Exames preliminares já apontaram que não havia água nos pulmões da criança, que, portanto, teria sido morta antes de ser jogada no rio.

Os policiais aguardam o laudo que vai apontar o que matou o garoto, mas já trabalham com a tese de agressão ou outro tipo de violência ou, ainda, envenenamento. “A hipótese de que ele teria sido morto e jogado no rio foi confirmada, mas ainda é preciso saber o que o matou”, disse o delegado João Osinski Júnior, diretor do Deinter-3 (Departamento de Polícia Judiciária do Interior).

Histórico – O menino Joaquim Ponte Marques, estava desaparecido desde a última terça-feira. A polícia e o Ministério Público veem indícios da participação da mãe e do padrasto no sumiço, mas ambos negam. Ele sumiu de madrugada e os dois dizem que estavam dormindo naquele momento.

No dia seguinte ao desaparecimento, a polícia solicitou a prisão temporária do casal, mas a Justiça negou o pedido, sob a alegação de que eles estavam colaborando na investigação. O desaparecimento do garoto provocou comoção na cidade e motivou uma campanha nas redes sociais com participação de celebridades como a apresentadora Angélica, a atriz Carolina Dieckman e a cantora Ivete Sangalo.

(Com agência Estadão Conteúdo)