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Lula se mantém recolhido na véspera do julgamento

Por Da Redação 1 ago 2012, 18h52

Por José Maria Tomazela

São Paulo – Na véspera do julgamento do mensalão, o escândalo político que abalou seu governo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva evitou compromissos públicos e contatos com a imprensa, nesta quarta. Ele deixou seu apartamento, no prédio da Av. Prestes Maia, em São Bernardo do Campo, apenas para ir ao instituto que leva seu nome, no bairro Ipiranga, na capital, mas não atendeu aos inúmeros pedidos de entrevistas. Moradores do prédio e vizinhos disseram que o ex-presidente tem aparentado, nos últimos dias, não estar bem de saúde. No final da tarde, ainda no instituto, ele se reuniu com o médico Cláudio Lottenberg, presidente do hospital Albert Einstein, mas seu assessor de imprensa, José Crispiniano, disse que era uma reunião de trabalho.

Segundo ele, Lula ainda se recupera do tratamento do câncer na laringe, mas nesta quarta estava “animado e de bom humor”. O assessor lembrou que os médicos que cuidam do presidente são de outro hospital, o Sírio Libanês. O ex-presidente recebeu também representantes do Movimento Nacional dos Catadores. Uma vizinha que mora em outro andar do prédio de Lula e não quis se identificar, contou que viu o presidente com a garganta inchada e ela até recomendou que ele se cuidasse melhor. “Ele gosta de falar, discursar, mas é hora de se resguardar”, disse a mulher. Segundo ela, o presidente não mudou o humor em razão do julgamento do mensalão.

O metalúrgico Francisco Borges de Araujo, que levou o filho João Pedro, de 3 anos, para a frente do prédio, na tentativa de ver Lula na janela do apartamento, disse que nos últimos dias o ex-presidente não tem ido a compromissos de campanha com o prefeito petista Luiz Marinho, candidato à reeleição. “Ele deu uma segurada”, afirmou. Na frente do prédio, uma faixa de um morador agradecia a santo Expedito pela saúde do “nosso companheiro Lula”. De acordo com o assessor de imprensa, o ex-presidente deve comparecer nesta quinta, às 10 horas, a uma homenagem que será prestada a ele por dirigentes da União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabrio) e Associação de Produtores de Biodiesel do Brasil (Aprobio). Segundo Crispiniano, o ex-presidente tem 135 pedidos de entrevista para atender, mas não vai falar sobre o mensalão. “Ontem (terça) chegou um pedido de entrevista de Dubai”, contou.

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