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Justiça diz que assassino de Glauco pode ir para casa

Medida está baseada em avaliação médica; crime aconteceu em 2010, e acusado de duplo homicídio nunca chegou a ser julgado

Por Da Redação - 9 ago 2013, 13h38

A Justiça de Goiás determinou que o assassino confesso do cartunista Glauco Vilas Boas e do filho dele Raoni Vilas Boas pode receber alta da clínica psiquiátrica e ir para a casa dos pais. Declarado inimputável pela Justiça em 2011, após ser considerado incapaz de responder pelos seus atos, Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, o Cadu, de 27 anos, está no momento em uma clínica em Goiás, para onde foi transferido para ficar perto do pai, que mora no estado.

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A decisão de soltá-lo foi tomada pela juíza Telma Aparecida Alves, da 4ª Vara de Execuções Penais, nesta quarta-feira. Com a decisão, ele pode ser solto já nos próximos dias.

A medida levou em consideração uma avaliação médica realizada em junho deste ano, que deu parecer favorável à liberação e para que o tratamento siga sem a necessidade de internação.

Cadu já poderia ter sido solto em março deste ano, quando venceu o prazo da pena mínima de internação estipulada pela Justiça do Paraná – estado em que foi preso após matar o cartunista. Mas uma disputa com o Ministério Público, que pedia a elaboração de outro laudo, acabou atrasando o processo.

Mortes – O crime ocorreu no dia 12 de março de 2010 em Osasco, na Grande São Paulo. Na época, sob efeito de maconha, haxixe e uma mistura de ervas do chamado Santo Daime, Cadu invadiu a Igreja Céu de Maria, fundada por Glauco, e matou o cartunista e o filho dele.

De acordo com o Laudo Psiquiátrico e Psicológico de Sanidade Mental, os assassinatos ocorreram em um momento de surto, uma vez que foi diagnosticado que Cadu sofre de esquizofrenia paranoide – o que o torna incapaz de perceber a gravidade dos seus atos. O surto seguiu após o duplo homicídio, quando Cadu tentou fugir para o Paraguai, armado e dirigindo um carro roubado. Ele acabou sendo preso na fronteira com o país dois dias depois e permaneceu internado desde então.

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