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Justiça decreta prisão de PMs que mataram Haíssa

Policiais que atiraram em carro durante perseguição desastrosa revelada pelo site de VEJA responderão por homicídio doloso duplamente qualificado

Por Leslie Leitão Atualizado em 10 dez 2018, 09h49 - Publicado em 14 jan 2015, 17h18

O juiz da 1ª Vara Criminal de Nilópolis, Glauber Bitencourt Soares da Costa, aceitou a denúncia do Ministério Público e decretou, na tarde desta quarta-feira, a prisão preventiva dos dois policiais militares que participaram da perseguição que resultou na morte da estudante Haíssa Vargas Motta, em agosto do ano passado. Márcio José Watterlor Alves, que fez os nove disparos no carro, e Delviro Anderson Moreira Ferreira, que dirigia a viatura policial, responderão por homicídio doloso duplamente qualificado (por motivo fútil e recurso que impossibilita a defesa da vítima). A dupla foi indiciada em novembro em um inquérito da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), mas o caso ganhou repercussão depois que o site de VEJA revelou o vídeo que comprova a ação desastrada dos agentes que culminou em tragédia.

A jovem foi morta na madrugada de 2 de agosto, depois que policiais começaram a perseguir o veículo em que ela estava acompanhada de duas amigas e dois amigos, um HB20 branco, pelas ruas de Nilópolis, na Baixada Fluminense. Na gravação feita pelas câmeras do próprio carro da PM, os policiais começam uma caçada e, apenas 24 segundos depois, o soldado Alves – que tem apenas quatro anos de formado – começa a fazer os disparos de fuzil. Quatro balas atravessaram o veículo, sendo que uma delas atingiu as costas de Haíssa. Ela foi socorrida, mas morreu em uma clínica particular da região.

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