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Justiça barra tucano, e PT fica com a prefeitura de Osasco

Tribunal Superior Eleitoral decidiu anular os votos do tucano Celso Giglio

Por Tai Nalon - 11 out 2012, 20h26

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu na noite desta quinta-feira vetar a candidatura de Celso Giglio (PSDB), o mais votado na disputa pela prefeitura de Osasco (SP). O petista Jorge Lapas (PT), que substituiu o mensaleiro João Paulo Cunha (PT), assumirá a prefeitura.

Giglio obteve 149.000 votos, contra 138.000 do petista no último domingo. O tucano, entretanto, foi declarado pelo tribunal ficha-suja e terá seus votos anulados.

Giglio foi barrado pela Lei da Ficha Limpa porque as contas da Prefeitura de Osasco relativas a 2004, quando era prefeito, foram rejeitadas pelo Tribunal de Contas e pela Câmara de Vereadores da cidade. A defesa argumenta no processo, relatado pela ministra do TSE Luciana Lóssio, que o ex-candidato não foi condenado por improbidade administrativa, o que o credenciaria para a disputa.

Na decisão, a ministra relatora endossou os argumentos do Ministério Público Eleitoral e alegou que “a ocorrência de dano ao erário público” por parte do então chefe da administração fere a Lei de Responsabilidade Fiscal.

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Impugnados – A campanha em Osasco foi afetada diretamente pelo julgamento do mensalão. No início de setembro, um dia depois de ter sido condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por participação no esquema, João Paulo Cunha, então candidato, anunciou que sairia da disputa municipal. Assumiu então a cabeça da chapa Jorge Lapas, ex-secretário municipal da gestão de Emídio de Souza, atual prefeito.

Com um mês de campanha, Lapas foi ameaçado pelos próprios petistas, que julgavam que sua candidatura não deslancharia a tempo. Foram surpreendidos, porém, com a impugnação da candidatura adversária. No domingo passado, ninguém comemorou vitória: os dois candidatos afirmaram que continuariam em campanha até o desfecho do impasse.

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