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Jurista Arnaldo Lopes Süssekind morre aos 95 anos

Por Da Redação - 9 jul 2012, 15h34

Por Luciana Nunes Leal

Rio – Último remanescente da comissão nomeada por Getúlio Vargas em 1942 para elaborar a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), o jurista Arnaldo Lopes Süssekind morreu na manhã desta segunda, 9 de julho, quando completaria 95 anos.

Süssekind foi ministro do Trabalho e Previdência Social nos governos Ranieri Mazzilli e Castello Branco, entre 1964 e 1965, quando ingressou no Tribunal Superior do Trabalho (TST). Era representante brasileiro na Organização Internacional do Trabalho (OIT). Continuava na ativa e, segundo nota do Tribunal Regional do Trabalho do Rio (TRT-RJ), atuava como consultor jurídico da Vale do Rio Doce e conselheiro da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro.

Arnaldo Süssekind tinha apenas 24 anos quando foi designado para a comissão de elaboração da CLT, ao lado de José de Segadas Viana, Oscar Saraiva, Luiz Augusto Rego Monteiro e Dorval Lacerda Marcondes. Na ocasião, era assessor do ministro do Trabalho de Getúlio Vargas, Alexandre Marcondes Filho.

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Em entrevistas recentes, Süssekind contou que, logo no primeiro encontro, o grupo sugeriu modificações na ideia original de criar a Consolidação das Leis do Trabalho e Previdência Social e propôs que houvesse duas consolidações diferentes, uma para trabalho e outra para previdência. “O ministro concordou imediatamente” contou Süssekind. Também relatou a convivência com Getúlio Vargas, a quem foi apresentado por intermédio de Alzira Vargas, filha do presidente e colega de Süssekind na faculdade de Direito.

O jurista carioca morava em Copacabana (zona sul) e morreu no Hospital Samaritano, em Botafogo (zona sul), em consequência de insuficiência respiratória e parada cardíaca. Deixa três filhos. O corpo do ex-ministro foi velado no centro cultural do TRT-RJ, no edifício que leva o nome de Sussekind, e será cremado nesta terça, às 14h30, no Cemitério São Francisco Xavier, no Caju (zona norte).

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