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Inspeção encontra 300 toneladas de remédios vencidos em depósito do governo do Rio

No fim de semana, VEJA revelou que 700 toneladas de medicamentos e material hospitalar foram queimados entre 2014 e 2015

Por Da Redação 23 fev 2016, 16h15

Uma vistoria realizada ontem numa central de abastecimento da Secretaria estadual de Saúde do Rio de Janeiro revelou mais um desperdício milionário de dinheiro público: cerca de 300 toneladas de medicamentos com prazo de validade vencido, alguns desde 2009. No fim de semana, VEJA revelou que, entre 2014 e 2015, foram incineradas 700 toneladas de remédios e material hospitalar enviados pelo governo do Rio para uma empresa de incineração na Baixada Fluminense.

O prejuízo está sendo calculado pelo deputado estadual Pedro Fernandes (Solidariedade), que faz parte de uma comissão estadual montada pela Assembleia Legislativa do Rio para inspecionar as organizações sociais que administram os hospitais do estado. Ao final, o parlamentar vai propor que o valor desperdiçado seja abatido da dívida de 59 milhões de reais que o estado tem com o consórcio LogRio, formado pelas empresas Prol e Facility. Ele é responsável pelo recebimento, armazenamento, medicamentos e equipamentos utilizados nas unidades próprias do estado e repassados aos municípios.

O deputado também pretende propor a extinção do contrato do governo do estado com o consórcio. A LogRio tem um contrato de 30 milhões de reais com a Secretaria de Saúde para a prestação do serviço. Pedro Fernandes também quer chamar o secretário Luiz Antonio Teixeira Jr para prestar esclarecimentos. Entre os medicamentos vencidos, há agulhas, remédio para hipertensão, para tratamento de doenças como Aids e câncer, próteses e outros materiais.

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