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Hospital em Manaus é acusado de cobrar preço abusivo para tratar Covid-19

Instituição de saúde é filantrópica e negou aumento de preços em decorrência da pandemia

Por Mariana Zylberkan Atualizado em 7 Maio 2020, 17h45 - Publicado em 6 Maio 2020, 17h24

O Hospital Adventista em Manaus está sendo investigado pela Câmara Municipal e pelo Procon do Amazonas pela prática de preços abusivos de consultas particulares para tratar pacientes com coronavírus. A cidade vive um colapso no sistema público de saúde, não há leitos de UTI disponíveis e registrou mais de 2.600 mortes entre março e abril, mais de 100% acima da média de óbitos no período pré-epidemia. Oficialmente, 459 morreram por coronavírus no município até esta quarta-feira, 6.

De acordo com o vereador Chico Preto (PMN), a instituição, que é filantrópica e, portanto, tem isenção tributária, aumentou de 500 reis para 3.000 reais as consultas especificamente para quem chega com sintomas de coronavírus. O valor da caução para internações, que era de 50.000 reais, passou para 100.000 reais, segundo o vereador. “Causa indignação a ganância e a usura neste momento tão delicado que a cidade de Manaus vive”, disse Preto.

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Em nota, o Hospital Adventista negou que tenha aumentado o preço das consultas e internações e explicou que os novos valores se referem a um pacote de tratamento para coronavírus, que inclui consultas, exames laboratoriais e de imagem “para agilizar o atendimento através do tratamento específico”. Em função da pandemia, o hospital informou que suspendeu os atendimentos particulares na emergência. 

Diante das denúncias, o vereador questionou a Prefeitura de Manaus sobre o montante de impostos que o Hospital Adventista deixou de pagar aos cofres municipais em função dos benefícios tributários. O Procon do Amazonas notificou o Hospital Adventista, que deverá apresentar documentos que sustentem o valor cobrado nas consultas nos meses de março e abril. O hospital informou que apresentou os documentos pedidos.

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Com mais de 8.100 casos confirmados de coronavírus, o Amazonas é o segundo estado no país com maior incidência de infectados por 1 milhão de habitantes, 1.957. Em primeiro lugar está o Amapá com 2.283, na mesma proporção. A maioria dos casos, 60%, está concentrada na capital Manaus e cidades no entorno. O ministro da Saúde, Nelson Teich, esteve na cidade no início desta semana para articular ações com os governos estadual e municipal na tentativa de aumentar a capacidade de atendimento.

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