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Hopi Hari: família pedirá indenização de R$ 3 milhões

Defesa de Silmara e Armando Nichimura, pais de Gabriella Yukari Nichimura, vai processar parque e prefeitura de Vinhedo. Adolescente, que tinha 14 anos, morreu ao despencar de brinquedo na semana passada

Por Marina Pinhoni 1 mar 2012, 16h57

A família de Gabriella Yukari Nichimura informou nesta quinta-feira que vai pedir indenização de 2 milhões de reais por danos morais e materiais ao parque Hopi Hari, em Vinhedo, no interior de São Paulo. A jovem, que tinha 14 anos, morreu na sexta-feira passada ao despencar do brinquedo La Tour Eiffel. A defesa também vai processar a prefeitura de Vinhedo por falha na fiscalização e pedir mais 1 milhão de reais de indenização.

O advogado Ademar Gomes, que representa a família no caso, sustenta que a direção do parque deve ser processada por homicídio doloso, com dolo eventual (quando assume o risco de matar). “Queremos que os responsáveis sejam indiciados por homicídio doloso, com dolo eventual, porque o parque sabia que o brinquedo não estava funcionando”, disse.

Nesta quinta-feira, a direção do Hopi Hari admitiu pela primeira vez desde o acidente que a cadeira em que Gabriella estava quando despencou de uma altura de trinta metros deveria ter sido interditada.

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Defeito – Os pais da jovem, Silmara e Armando Nichimura, moram há dezenove anos no Japão e tinham retornado ao Brasil após nove anos. Com passagem marcada para 17 de março, eles agora não sabem mais quanto tempo vão precisar ficar no país com a perda da filha.

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Silmara contou que perguntou aos familiares, ao entrar no brinquedo, se todos as travas estavam funcionando. A Gabriella perguntou se tinha colocado a segunda trava – um cinto – e a filha disse que a cadeira dela não tinha esse dispositivo. Um funcionário, que ela não disse não ter visto o rosto, disse que, mesmo assim, não haveria problemas de segurança.

Segundo ela, nenhum funcionário mencionou que a cadeira estava com defeito. “Eu quero que o parque seja fechado. Não falo só pela minha filha. Hoje aconteceu com ela, mas poderia ter sido com qualquer pessoa”, disse. “Se apenas uma cadeira está ruim, já não presta, tem que parar tudo. E se fôssemos nós quatro que tivéssemos morrido?, indagou.

Além de Gabriella, uma sobrinha, ela e o marido também estavam no brinquedo. “Teriam que pôr um aviso para que nao fosse utilizada nenhuma cadeira daquela fileira”, acrescentou o pai, Armando.

Gabriella Yukari Nichimura, morta ao cair do brinquedo La Tour Eiffel no parque Hopi Hari, em Vinhedo
Gabriella Yukari Nichimura, morta ao cair do brinquedo La Tour Eiffel no parque Hopi Hari, em Vinhedo VEJA

Emoção – Muito abalada, Silmara se emocionou diversas vezes ao falar a respeito da morte de Gabriella.”Quando o brinquedo desceu, ouvi um barulho muito forte e ouvi minha sobrinha gritando o nome da minha filha”, relatou. “Eu fui a primeira pessoa que a vi no chão, pus a mão nela e orei, mas já não estava respirando”, disse Silmara, que é muito religiosa.

De acordo com ela, funcionários não permitiram que ela fosse com a filha na ambulância, na hora do socorro. Foi o momento em que ficou mais emocionada. “Nós fomos a muitos parques no Japão. Lá, os funcionarios sempre checam tudo, aqui não foi feita a checagem”, afirmou.

Segundo a família, Gabriella era uma adolescente ativa, que gostava de dançar e fazia teatro. O sonho dela era ser jornalista.

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