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Governo do Rio cobrará Oi por gastos em reintegração de posse

Prefeito também declarou que vai pedir ressarcimento à operadora pelos prejuízos públicos com a confusão que se seguiu à retirada dos invasores

Por Da Redação - 13 abr 2014, 17h24

O governo do Rio pretende cobrar da Oi o valor gasto com a desocupação, pela Polícia Militar, do prédio da telefônica no Engenho Novo, Zona Norte do Rio, na última sexta-feira. O imóvel estava tomado por cerca de 5 000 pessoas. “Já estamos levantando o gasto com os homens empenhados na operação e tudo o que o Estado usou de ônibus, equipamentos. Vamos apresentar a conta à Oi”, afirmou o governador Luiz Fernando Pezão. O prefeito Eduardo Paes disse que também vai pedir ressarcimento à Oi pelos prejuízos públicos com a confusão que se seguiu à retirada dos invasores.

O grupo que ocupava o imóvel continua acampado em frente à Prefeitura, no Centro, à espera de uma promessa de moradia. Três secretários municipais receberam uma comissão ontem e ofereceram cadastro das famílias sem-teto em outro local, no bairro de São Cristóvão, Zona Norte, de modo que a frente do prédio fosse desocupada. Mas a proposta não foi aceita – elas acreditam que se deixarem a Prefeitura não terão uma solução rápida.

O acampamento começou na sexta-feira à tarde, horas depois da tomada do prédio da Oi pela PM, em cumprimento à ordem judicial. O número era de 150 pessoas no sábado (boa parte dormiu lá mais uma noite, abrigada na passarela da Cidade Nova, inclusive com crianças). Neste domingo, quintuplicou.

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“Quanto mais gente, maior a pressão. Não vamos sair daqui. Queremos uma proposta concreta e cadastro com nome de todo mundo. Só pedimos para quem já recebe aluguel social ou já tem inscrição no Minha Casa, Minha Vida dê a vez, para não atrapalhar os outros”, disse uma das lideranças, Ed dos Santos, de 26 anos, ele próprio já locatário de um imóvel no Jacarezinho.

O governador afirmou também que os mais necessitados serão atendidos pelos programas habitacionais disponíveis, “mas não na pressão”. Na ocupação, foram identificadas 177 famílias. Agora, o cadastro será cruzado com o feito pela Prefeitura. As famílias querem não só um lugar para morar, mas também ressarcimento pelos eletrodomésticos e móveis que ficaram no prédio.

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Elas estão sendo assistidas por advogados voluntários, que auxiliam nas negociações com a Prefeitura. O prefeito condenou pessoas que “pagavam aluguel e abandonaram suas residências pra ir pra lá (o prédio da Oi) ganhar uma casa do governo”.

(Com Estadão Conteúdo)

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