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Governo de Santa Catarina sinaliza que pode aceitar ajuda da Força Nacional

Governador Raimundo Colombo diz que "a Força será utilizada, se for o caso, em atuações específicas"; estado sofre há 14 dias com ataques criminosos

Após duas semanas de ataques, o governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, sinalizou que pode aceitar o auxílio da Força Nacional de Segurança (FNS). O envio de homens da guarda foi oferecido pelo Ministério da Justiça na semana passada, mas o governo estadual alegou que “não havia necessidade” de reforço no policiamento.

Na tarde de segunda-feira, um novo ataque provocou incêndio em um carro que estava no estacionamento do Centro Administrativo Estadual, sede do governo catarinense. No mesmo dia, Colombo concedeu entrevista ao jornal Diário Catarinense, em que admitiu que poderia aceitar a ajuda. “A Força Nacional de Segurança será utilizada, se for o caso, em atuações específicas (…) Quando houver este momento, ela será chamada. Se houver este momento”, disse.

Colombo também afirmou que a maioria dos atentados dos últimos dias foi provocada por vândalos, e não por ordem de presidiários. “Existe muito vandalismo neste momento. O pico da crise se deu nos dias 31 (de janeiro), 1 e 2 (de fevereiro). A partir daí, o maior volume de atuações é de vandalismos. O estado está fazendo todo o seu esforço e basta olhar quantas pessoas foram presas”, disse o governador ao jornal. Para ele, a melhor resposta aos ataques “é aumentar ainda mais o combate ao crime”.

Ataques – Entre a noite de segunda e a manhã desta terça-feira foram registradas mais três ações criminosas, que fizeram o número de ocorrências chegar a 94. Mais de 40 ônibus foram incendiados, segundo relatório da Secretaria de Segurança Pública do estado. A onda de ataques é atribuída pelo governo e pela polícia a ordens emitidas por presidiários. As três últimas ações ocorreram em Tubarão, Chapecó e Imbituba. No total, 29 cidades registraram ações criminosas e 31 pessoas foram presas. Apesar de ter completado duas semanas, a escalada de ataques perdeu força no feriado de Carnaval.

Esta é a segunda onda de atentados no estado em menos de três meses. Em novembro do ano passado, foram registradas 58 ocorrências em dezesseis municípios no período de sete dias. Na ocasião, criminosos incendiaram 27 ônibus e doze automóveis. Ao todo, 47 pessoas foram presas e três suspeitos morreram em confronto com a polícia.