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Garis decidem manter greve e marcam novo protesto

Comissão formada por dez grevistas esteve reunida por mais de quatro horas com o defensor público Geral do Estado do Rio, Nilson Bruno Filho

Por Pâmela Oliveira, do Rio de Janeiro 5 mar 2014, 20h59

Os garis do Rio, em greve desde a madrugada do último sábado, decidiram manter a paralisação da categoria e marcaram uma nova manifestação para quinta-feira. A decisão foi anunciada depois de uma reunião de quase quatro horas entre uma comissão formada por dez grevistas e o defensor público Geral do Estado do Rio, Nilson Bruno Filho, na sede da Companhia Municipal de Limpeza Urbana do Rio (Comlurb).

De acordo com os representantes dos garis, Nilson tentou intermediar uma proposta para evitar a demissão de cerca de 300 grevistas, anunciada pela prefeitura – caso não voltassem ao trabalho nesta quinta-feira. Em votação em frente à sede da Comlurb, a categoria rejeitou os termos da negociação, enquanto cerca de 500 garis protestavam do lado de fora.

Na última segunda-feira, o grupo não aceitou o acordo assinado entre a Comlurb e o Sindicato dos Empregados das Empresas de Asseio e Conservação do Município do Rio. O acordo garantiria aumento salarial de 9%, pagamento de 100% de horas extras aos domingos e feriados, além de plano odontológico, aumento do prêmio de seguro e do vale-alimentação, auxílio creche e possibilidade de ter 14º e 15º salários. Segundo os grevistas, o sindicato não representa a categoria.

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Lixo – Nas ruas do Rio, a greve deixou um rastro de sujeira e mau cheiro. Montanhas de lixo se acumulam nas calçadas do Centro, da Tijuca, Zona Norte e Oeste da cidade. A paralisação prejudicou foliões, moradores e comerciantes da cidade durante o Carnaval. Nesta quarta-feira, a prefeitura do Rio obteve um mandado de intimação do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região para garantir a segurança de garis que não estejam em greve.

O desembargador José da Fonseca Martins Junior determinou que um oficial de Justiça compareça a cada gerência de operação para garantir o acesso e a segurança dos trabalhadores. Pode até requisitar o acompanhamento de policiais. Também foi dobrada a multa diária de 25.000 para 50.000 reais para o Sindicato dos Empregados de Empresas de Asseio e Conservação, caso a greve continue. O sindicato, no entanto, não apoia a greve e não tem a legitimidade reconhecida pelos grevistas.

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