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Filho de João de Deus é preso em Anápolis

Sandro Teixeira de Oliveira é acusado de coagir testemunhas; ele já foi transferido para complexo prisional em Goiânia

Por Da redação Atualizado em 2 fev 2019, 11h21 - Publicado em 2 fev 2019, 11h13

Um dos filhos do médium João de Deus, Sandro Teixeira de Oliveira, foi preso na manhã deste sábado, 2, em sua casa em Anápolis, Goiás. Ele é acusado de coação de testemunhas no curso de um processo de corrupção ativa.

Oliveira já foi transferido para o Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, na capital, segundo a polícia.

A Justiça recebeu denúncia do Ministério Público de Goiás (MP-GO) contra ele por coação no curso do processo e corrupção ativa e determinou sua prisão.

Preso no Núcleo de Custódia do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia desde dezembro por acusação de crimes sexuais, o médium também responde pelo mesmo crime que o filho.

  • Sandro foi formalmente denunciado pelo Ministério Público em 24 de janeiro. Segundo os promotores, ele teria tentado usar uma arma para coagir uma testemunha um dia após ela ter comparecido à delegacia para denunciar os abusos sofridos por João de Deus em 2016.

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    Além da coação, o MP-GO afirma que “Sandro teria oferecido vantagens para obter o silêncio dessa testemunha, oferecendo pedras que seriam preciosas”.

    João de Deus também estava presente no momento da tentativa de corrupção da testemunha, segundo o Ministério Púbico.

    Acusado pelo MP estadual dos crimes de estupro de vulnerável e violação sexual mediante fraude, o médium está preso, em caráter preventivo, desde 16 de dezembro. Baseado nos depoimentos e elementos apresentados por dezenas de mulheres que se apresentam como vítimas do médium, os promotores goianos já apresentaram duas denúncias contra ele.

    Entre as várias mulheres que afirmam ter sido molestadas por João de Deus durante atendimentos na Casa Dom Inácio de Loyola, há quem afirme ter sofrido abusos sexuais quando criança ou adolescente.

    No último dia 15, ao apresentarem a segunda denúncia contra o médium, os promotores estaduais disseram haver evidências de que ele violou sexualmente de várias mulheres diante de outras pessoas que acompanhavam as sessões de atendimento espiritual que aconteciam no centro espírita.

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