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Feliciano antecipa depoimento e escapa da imprensa

Deputado se defendeu de acusação de estelionato em processo no STF; audiência estava marcada para as 14h30, mas começou uma hora antes

Por Gabriel Castro, de Brasília 5 abr 2013, 17h25

O depoimento do deputado Marco Feliciano (PSC-SP) ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta sexta-feira foi antecipado em uma hora, sem que a imprensa soubesse. O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, acusado de estelionato, falou por cerca de meia hora a um juiz que representava o ministro Ricardo Lewandowski, relator do processo.

Feliciano iniciou seu depoimento por volta de 13h30. A assessoria do parlamentar afirma que ele chegou mais cedo ao Supremo, antes das 13h, e que por acaso o promotor do caso e o juiz já estavam disponíveis, o que permitiu a antecipação do depoimento. Na véspera, o relator havia determinado que a audiência se daria a portas fechadas para evitar a presença de manifestantes e jornalistas.

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O deputado é acusado de não comparecer a dois cultos após receber 13.300 reais de cachê. A denúncia foi feita em 2009 pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul. Ele nega as irregularidades. “Foi um desacordo comercial e o valor já foi devolvido. Confiamos no Supremo”, diz o advogado Rafael Novaes. Agora, o processo contra o deputado entrará em sua fase final.

Nas últimas semanas, Feliciano ganhou destaque por suas controversas declarações a respeito de homossexuais e africanos. Apesar de enfrentar protestos rotineiros pedindo sua saída da Comissão de Direitos Humanos, ele resiste e diz que não pretende renunciar.

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