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EUA denunciam execução sumária de afegã, um ‘assassinato a sangue frio’

Por Str - 9 jul 2012, 17h31

A Casa Branca denunciou nesta segunda-feira a execução sumária de uma afegã, um “assassinato a sangue frio” que lembra ao mundo “a brutalidade dos talibãs”, e reiterou a sua determinação de proteger os direitos das mulheres no Afeganistão.

“Quando os talibãs estavam no poder, os direitos das mulheres eram ignorados, atacados e pisoteados. Este assassinato representa uma nova recordação para os afegãos e à comunidade internacional da brutalidade dos talibãs”, afirmou o porta-voz do governo americano, Jay Carney.

“Os Estados Unidos são solidários com os afegãos, e principalmente com as mulheres do Afeganistão, para que os progressos obtidos pela luta das mulheres nestes últimos dez anos neste país sejam não apenas protegidos, como continuem crescendo”, acrescentou Carney em sua entrevista coletiva à imprensa diária.

As autoridades afegãs lançaram uma operação para encontrar os responsáveis -em sua opinião talibãs- pela execução sumária de uma mulher suspeita de ter cometido adultério e cujo vídeo rodou o mundo, provocando a consternação da comunidade internacional.

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A Isaf, missão da Otan no Afeganistão, informou ao governo de Cabul que “está disposta a ajudar as forças afegãs na busca pelos autores desse ato de ódio”, disse seu comandante, o general americano John Allen.

Em um comunicado, o presidente afegão Hamid Karzai ordenou que “não se economize esforço algum” para “prender e punir os culpados”.

As imagens divulgadas da execução mostram Najiba, de 22 anos, ouvindo a sua sentença de morte antes de um homem, que se apresenta como seu marido, atirar contra ela até 13 vezes.

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