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Estudantes protestam na Colômbia contra reforma do ensino superior

Milhares de estudantes de mais de 30 universidades públicas, em greve há duas semanas, fizeram uma passeata em Bogotá e outras cidades da Colômbia, para exigir a retirada de um projeto de lei que, segundo eles, pretende liquidar o ensino público.

“Exigimos da ministra (da Educação, María Campo) que retire o projeto de lei do Congresso. Pedimos espaço para o diálogo e a negociação sobre o nosso ensino, e exigimos o respeito à mobilização”, disse Sergio Fernández, líder estudantil da Universidade Nacional, a mais importante da Colômbia.

Os universitários marcharam por sete ruas principais, reunindo-se no centro de Bogotá, enquanto, no Congresso, acontecia um debate sobre o projeto de reforma do ensino superior.

O ponto mais polêmico do projeto de lei é o que propõe que as universidades tenham autonomia não apenas acadêmica, mas também financeira, determinando que os centros de ensino gerem recursos próprios.

“Já temos uma proposta educativa, como nos pediu o governo, mas não iremos apresentá-la até que desistam” de discutir o atual projeto no parlamento, afirmou Jairo Rivera, líder estudantil da Universidade Nacional.

Em rechaço ao projeto de lei, os estudantes estão em greve desde o último dia 11. O governo do presidente Juan Manuel Santos afirmou que não irá retirar o projeto, com o qual pretende obter mais recursos e maior qualidade de ensino.