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Espuma verde assusta banhistas nas praias da Zona Sul do Rio

Oceanógrafo diz que algas não costumam ser tóxicas, mas sinalizam poluição do mar

Por Daniel Haidar, do Rio de Janeiro 15 jan 2014, 17h24

Banhistas tiveram uma desagradável surpresa nas praias da Zona Sul do Rio de Janeiro nesta terça-feira. Uma espuma de coloração esverdeada cobriu trechos do mar. Quem aproveitava o dia do sol teve de evitar o mergulho, pelo receio de alguma contaminação. O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) coletou algas na Praia do Diabo, em Ipanema, e ainda não divulgou o resultado dos testes.

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O oceanógrafo David Zee, professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), avalia que a espuma verde detectada nesta quarta-feira é um conjunto de microalgas. Normalmente, não são tóxicas. Mas Zee alerta que a presença de algas é um sinal de que há contaminação nas águas. Esse tipo de proliferação em larga escala depende da presença de matéria orgânica – esgoto – na faixa litorânea.

“Funciona como indicador de que podem existir micro-organismos oriundos do esgoto e da sujeira da cidade. Isso se torna um indicador de que não há uma condição muito normal”, disse Zee.

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