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Empresa que empregava amigo de Palocci recebeu 3,7 milhões do governo

Celso dos Santos Fonseca administrou consultoria do ministro em 2010

Por Da Redação 29 Maio 2011, 09h56

Um personagem até agora desconhecido publicamente surgiu na crise envolvendo o ministro da Casa Civil, Antonio Palocci. É Celso dos Santos Fonseca, nomeado por Palocci para administrar a Projeto Consultoria Econômica e Financeira entre julho e dezembro de 2010, período em que a empresa do ministro faturou pelo menos 10 milhões de reais e em que ele comprou o apartamento de 6,6 milhões de reais que mantém em São Paulo.

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Homem de confiança de Palocci, Fonseca foi funcionário de uma empresa que já recebeu cerca 3,7 milhões de reais do governo federal comandado pelo PT. O volume de vendas da companhia para o governo federal aumentou 30 vezes após contratar o amigo do ministro.

Entre abril de 2008 e janeiro de 2011, Fonseca foi superintendente comercial da editora e distribuidora de livros SBS Special Book Services, que vende obras didáticas, científicas e de idiomas. Deixou esse cargo e a administração da consultoria de Palocci para assumir, em fevereiro, a chefia de gabinete do presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) – vinculado ao Ministério de Ciência e Tecnologia -, Glauco Arbix, um amigo de Palocci dos tempos em que militaram no movimento estudantil Liberdade e Luta (Libelu). Arbix esteve presente na cerimônia de posse de Palocci na Casa Civil, em janeiro.

Em 2007, segundo dados do Portal da Transparência, a SBS recebeu 36.000 reais do governo, apenas 10.000 a mais do que 2006. No ano seguinte, com Celso Fonseca na função de diretor comercial, a SBS faturou pelo menos 1,1 milhão de reais, segundo dados publicados no portal do governo.

Mais cerca de 1,3 milhão de reais foram pagos em 2009. No ano seguinte, quando Fonseca assumiu a função de administrador da consultoria de Palocci, a SBS também vendeu 1,3 milhão de reais em livros para o governo.

(Com Agência Estado)

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