Assine VEJA a partir de R$ 9,90/mês.

Em Nova York, Chalita elogia gestões da cidade

Por Da Redação - 10 mar 2012, 09h09

Por Gustavo Chacra

Nova York – Além de ir a peças na Broadway, visitar galerias de arte no Chelsea e dar palestras na Universidade Columbia e no Council of the Americas, o pré-candidato do PMDB à Prefeitura de São Paulo, deputado Gabriel Chalita, retornará a São Paulo de sua viagem para Nova York inspirado pelas administrações do ex-prefeito de Nova York Rudolph Giuliani e do atual, Michael Bloomberg.

“Nossa, esta é uma ideia muito boa. Seria bom usar no Brasil”, disse o pré-candidato à reportagem em um café no Harlem, referindo-se às placas com notas dadas pela prefeitura para a higiene dos restaurantes, que variam entre “A”, “B” e “Sem Nota”. A avaliação é afixada na entrada dos estabelecimentos.

Do café, Chalita seguiria para o High Line Park, que se transformou em um dos focos de sua atenção em Nova York. Trata-se de um parque suspenso, em uma via elevada que servia, no passado, para o transporte de carnes da estação de trem para os frigoríficos da região do Meatpacking, entre o Chelsea e o West Village. “Esta seria uma ótima opção para o Minhocão, em vez de derrubá-lo”, afirmou.

Publicidade

Segundo o peemedebista, “tem muitas coisas em Nova York que poderiam ser aproveitadas em São Paulo”. “Acho que precisamos ter a nossa Broadway também. “Adoro ir ver as peças quando venho para cá. Brinco dizendo que já vi mais do que meus amigos que vivem aqui.”

Questionado se não seria interessante um Lincoln Center (complexo cultural com ópera, ballet, filarmônica e teatro) na cidade, Chalita não titubeou: “O Memorial da América Latina seria uma ótima opção”.

No café do Harlem, o candidato observava como os estudantes da Columbia podem abrir seus laptops e iPads sem medo de serem roubados em um bairro que, há alguns anos atrás, era conhecido pela violência urbana. “Giuliani e Bloomberg fizeram um grande trabalho na área de segurança. Mas, claro, aqui é diferente. A prefeitura é responsável pela polícia, não o Estado, como no Brasil”, acrescentou.

Pouco antes, na Columbia, Chalita falou para cerca de vinte alunos no Instituto de América Latina, com um mapa gigantesco de Cuba na parede. Como era véspera do feriado da primavera (Spring Break), muitos estudantes viajaram. A aula foi em português. Um aluno brasileiro questionou Chalita sobre a migração para o PMDB, “um partido conhecido pela falta ideologia e pela corrupção”, nas palavras do estudante do mestrado em Relações Internacionais.

Publicidade

O candidato respondeu que a sua atual agremiação “foi a grande responsável pela redemocratização”. Antes de ir embora, Chalita ainda falou um pouco em árabe, mostrando fluência no idioma. Sua mãe é um cristã ortodoxa nascida em Homs, na Síria.

Publicidade