Em fuga, bandido sequestra carro escolar com duas crianças no Rio

Motorista estava a caminho do colégio e foi obrigado a levar criminoso armado com fuzil até favela da zona norte da cidade

Por Leslie Leitão - Atualizado em 2 nov 2016, 16h57 - Publicado em 1 nov 2016, 21h08

Um traficante armado com um fuzil parou um carro particular que fazia o transporte escolar de crianças do Colégio Santa Marcelina, na manhã de hoje, na Estrada das Canoas, no Alto da Boa Vista, no Rio de Janeiro. De acordo com uma testemunha, o criminoso apontou a arma para o motorista, entrou no carro e obrigou que desviasse a rota, levando-o até o Complexo do Lins, na Zona Norte da cidade. As crianças nada sofreram, além do enorme susto.

O caso foi registrado e está sendo investigado pela 19aDP (Tijuca). O ataque ocorreu por volta das 6h40 da manhã desta terça-feira, numa região próxima à subida para a Pedra Bonita, importante ponto turístico carioca e frequentado por praticantes de voo livre e parapente. O motorista do veículo sequestrado prestou depoimento e relatou não ter sido agredido. A maior ameaça foi a de ficar sob a mira de um fuzil. “Estamos trabalhando na identificação do suspeito”, limitou-se a informar o delegado Celso Ribeiro, que acredita que o bandido fugia do cerco que foi feito no Morro do Banco.

Priscila, de 37 anos, morta ao ser atacada por brandidos que tentavam roubar seu carro no Alto da Boa Vista Priscila, de 37 anos, morta ao ser atacada por brandidos que tentavam roubar seu carro no Alto da Boa Vista

Priscila, de 37 anos, morta ao ser atacada por brandidos que tentavam roubar seu carro no Alto da Boa Vista Reprodução/

Ontem, no início da tarde, no mesmo Alto da Boa Vista, bandidos que haviam invadido o Morro do Banco, no Itanhangá, fugiram e também atacaram motoristas na região, resultando em tragédia. Priscila Nicolau Soares dos Reis, de 37 anos, se assustou e teve seu carro, um Kia Sorrento branco, fuzilado por 17 tiros de fuzil e pistola. Uma das balas atingiu a dentista na cabeça, matando-a na hora. No enterro, hoje, familiares estavam desesperados. “Traz minha filha de volta, por favor. Eu quero ver a minha filha”, berrava a mãe, às lágrimas, debruçada sobre o caixão fechado.

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