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Documentos apontam que ex-diretor da CPTM recebeu 800 mil euros na Suíça

Informações foram enviadas pelo governo suíço e anexadas ao inquérito do caso Alstom, que investiga denúncia de pagamento de propina

Documentos enviados pela Suíça às autoridades brasileiras apontam que um ex-diretor da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) recebeu 800 000 euros em conta em um banco daquele país.

O dinheiro foi depositado entre 1997 e 1998, segundo indicam os extratos bancários agora anexados ao inquérito do caso Alstom – multinacional francesa que teria integrado um cartel, na época, para obtenção de contratos milionários nas áreas de energia e transportes públicos do estado.

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Parte dos arquivos encaminhados às autoridades brasileiras está em posse de procuradores e promotores do Ministério Público, que investigam a denúncia feita pela Siemens, de formação de cartel para vencer licitações em obras do Metrô e da CPTM. A suspeita é que o esquema funcionou entre 1998 e 2008.

Os documentos foram obtidos por integrantes do Ministério Público Estadual e do Ministério Público Federal a partir do Acordo de Cooperação Mútua Internacional (MLAT), que dispensa a expedição de carta rogatória entre os países. O tratado é responsável por agilizar a comunicação entre o Brasil e países que tenham informações sobre cidadãos brasileiros, que movimentam recursos ilícitos em paraísos fiscais.

Promotores e procuradores também procuraram o Ministério Público da Alemanha, onde a Siemens é investigada por formação de cartel. Além de Suíça e Alemanha, os integrantes do MPE e do MPF querem estender a investigação para outros países, onde teria transitado dinheiro de corrupção.

A CPTM informou que o governo do estado “é o maior interessado em esclarecer denúncias de formação de cartel por parte de empresas contra a população de São Paulo”.

(Com Estadão Conteúdo)