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Disque-Denúncia oferece R$ 100 mil por informação sobre morte de jornalista

Valor foi doado por empresários maranhenses para ajudar a polícia a desvendar o assassinato do jornalista Décio Sá

Por Thais Arbex 24 abr 2012, 17h07

O Disque-Denúncia do Maranhão está oferecendo 100 000 reais por qualquer informação que ajude a polícia na investigação do assassinato do jornalista Décio Sá, morto a tiros na noite desta segunda-feira, em um bar em São Luís, no Maranhão. O valor, de acordo com a Secretaria de Estado de Segurança Pública, foi uma doação de dois empresários maranhenses, que pediram para manter o anonimato.

Em entrevista ao site de VEJA, o secretário de Segurança Pública do Maranhão, Aluísio Mendes afirmou na manhã desta terça-feira que o assassinato “foi encomendado”. “Toda a dinâmica do crime nos leva a acreditar que o crime foi encomendado”, disse. “Décio era muito combativo e ganhou inimigos durante a carreira”.

A Secretaria montou uma força-tarefa para elucidar o crime em 24 horas. Cinco delegados coordenam o trabalho. A equipe está trabalhando neste momento na confecção do retrato-falado do assassino para ser apresentado a cerca de 30 testemunhas que estavam no bar no momento do crime.

Décio Sá trabalhava na editoria de política do jornal O Estado do Maranhão e mantinha há 5 anos o blog mais acessado do estado sobre o tema. Nos posts, fazia críticas e denúncias contra políticos e autoridades.

Na manhã desta terça-feira, o presidente do Senado, José Sarney, divulgou uma nota cobrando a investigação da morte de Décio Sá. “Esse crime hediondo, brutal e cruel tem que ser desvendado para punir os culpados e despertar, cada vez mais, a consciência para a proteção e o respeito à liberdade de imprensa”, afirmou Sarney. “Seu assassinato, além de uma atrocidade, é um atentado à democracia”.

A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) cobrou rigor na investigação da morte do jornalista maranhense. “A ABI espera que haja rigor de apuração pelas autoridades do Maranhão para que não se repitam ataques dessa natureza e dessa gravidade e que as autoridades federais acompanhem a investigação de perto para que os responsáveis pelo crime não fiquem sem punição”, disse Maurício Azêdo, presidente da ABI.

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