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Diretor do Hospital Badim é ouvido em CPI dos Incêndios na Alerj

Uma viatura chegou a ser acionada para conduzir coercitivamente Fabio Santoro, que era esperado até 14h. Hospital pegou fogo em setembro e deixou 22 mortos

Por Jana Sampaio Atualizado em 6 dez 2019, 18h02 - Publicado em 6 dez 2019, 16h09

Três meses depois do incêndio que matou 22 pessoas no Hospital Badim, a CPl dos Incêndios, instaurada para apurar as causas dos recentes episódios no estado pela Alerj, ouve nesta sexta (6) representantes da instituição de saúde, parentes das vítimas e integrantes do Corpo de Bombeiros e da Polícia Civil. Diretor da unidade, Fabio Santoro era aguardado desde às 13h, mas não compareceu. O prazo, então, foi alterado para 14h. Uma viatura chegou a ser enviada no encalço de Santoro, mas para evitar que ele fosse conduzido coercitivamente, seu advogado informou que ele iria por conta própria ao Palácio Tiradentes.

Segundo o Badim, dos 103 pacientes envolvidos no incêndio, quatro continuam internados, 77 já tiveram alta e todos os 21 colaboradores e acompanhantes que que foram hospitalizados já estão em casa. Sobre a sessão de hoje, a assessoria do hospital informou que solicitou acesso prévio aos autos e uma nova data para prestar os esclarecimentos. A Alerj, no entanto, manteve a data.

A expectativa dos deputados do PSL Alexandre Knoploch e Rodrigo Amorim, respectivamente presidente e vice-presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito, é que audiência pública aprofunde o debate sobre as circunstancias do acidente e averigue se as famílias e vítimas receberam o tratamento adequado. “Além disso, faremos também fiscalizações externas de forma sigilosa”, informou Knoploch.

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