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Direção da Samarco será indiciada por homicídio

Delegado não cita nomes de executivos e ainda definirá se o indiciamento será doloso ou culposo

A direção da Samarco será indiciada pela Polícia Civil de Minas Gerais pelo homicídio de 19 pessoas no rompimento da barragem da empresa em Mariana, há três meses. A informação é do delegado Rodrigo Bustamante, responsável pelo inquérito que investiga a queda da represa.

Até o momento foram confirmadas 17 mortes. Dois corpos estão desaparecidos. Conforme Bustamante, falta definir apenas se o indiciamento será doloso ou culposo.

O delegado não quis falar sobre os nomes dos diretores que serão indiciados. Em 13 de janeiro, a Polícia Federal indiciou o então diretor-presidente da Samarco, Ricardo Vescovi, o diretor de operações da mineradora, Kleber Terra, e outros cinco executivos por crime ambiental. Ambos se afastaram da empresa.

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Prejuízos e suspensões – Os rejeitos de minério de ferro que se espalharam por Mariana e pelos 35 municípios banhados pelo Rio Doce causaram prejuízos de 1,2 bilhão de reais ao Estado de Minas Gerais, de acordo com força-tarefa montada pelo governo mineiro. O montante não inclui danos ambientais e o pagamento de indenização a famílias atingidas pela tragédia.

A mineradora Samarco pediu, na última quarta-feira, a suspensão do depósito de 2 bilhões de reais. A empresa e suas controladoras – Vale e BHP Biliton – protocolaram na Justiça um pedido de suspensão da ação civil pública movida pela União e os Estados de Minas Gerais e Espírito Santo. O valor é apenas a primeira parcela do total cobrado e será destinado à reparação dos danos socioeconômicos causados pelo rompimento da barragem de Fundão.

(Com Estadão Conteúdo)