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Crivella rebate Pezão e fala em crimes de Pedro Paulo

Senador tratou das agressões cometidas pelo secretário de Eduardo Paes contra a ex-mulher e afirma que governador do Rio cultiva “ódio religioso”

Por Thiago Prado 24 nov 2015, 16h45

Alvo de ataques nesta segunda-feira, no Congresso do PMDB do Rio de Janeiro, o senador Marcelo Crivella (PRB) decidiu se manifestar nesta terça criticando o secretário Pedro Paulo Carvalho e o governador Luiz Fernando Pezão. O evento, que servia apenas para reeleger o deputado estadual Jorge Picciani como presidente do partido, tornou-se um ato de desagravo a Pedro Paulo, contra quem há registrados boletins de ocorrência por agressão à ex-mulher.

Em nota enviada hoje para a imprensa, Crivella chamou de “crimes” as agressões do braço-direito de Eduardo Paes. Mas a revolta maior do senador foi contra Pezão, que afirmou não ter “medo de televisão, de picareta pastor 1,99”. Crivella é sobrinho do bispo Edir Macedo, criador da igreja Universal do Reino de Deus e dono da Record: “O governador Pezão voltou a cultivar o preconceito contra os evangélicos e o ódio religioso. Já há muito preconceito no Rio, contra pobre, negro, homossexual e até contra a imprensa. Sofro o mesmo preconceito que o povo sofre e entendo sua dor. Mas, em vez de cuidar do Estado, que está quebrado, o governador aposta na divisão”, afirmou Crivella.

Desde o ano passado, a relação entre PMDB e PRB no Rio tornou-se péssima – a ponto de criar um clima de guerra evangélica no estado. No segundo turno das eleições, a campanha de Pezão utilizou vídeos agressivos contra Edir Macedo, apostando na rejeição do bispo para ganhar o eleitorado fluminense. Nas igrejas da Universal, pastores evangélicos também fizeram campanha agressiva contra o sucessor de Sérgio Cabral. Até pouco tempo atrás, os dois grupos políticos eram aliados. No início do ano passado, quando Anthony Garotinho era considerado o maior rival de Cabral, Pezão e companhia, o PMDB fluminense chegou a incentivar a candidatura de Crivella.

Crivella aproveitou para atacar também o momento financeiro do Rio de Janeiro, com dívidas milionárias com fornecedores e correndo risco de não conseguir pagar o 13º salário: “Proponho que esqueçamos a ambição eleitoral e a ganância pelo poder para concentrarmos as nossas forças em favor do Rio. Ontem mesmo a UERJ suspendeu as aulas por insalubridade e insegurança. O lixo se acumula no campus. Não lembro de isso ter acontecido antes. É isso que precisamos resolver agora”, atacou.

Para colocar ainda mais lenha na fogueira, a Record começou ontem uma série de reportagens contra caciques do PMDB do Rio. O alvo foi Jorge Picciani. A emissora mostrou que o presidente da Assembleia Legislativa do Rio pode ser sócio de uma mineradora que fornece brita para a obra bilionária do Parque Olímpico, na Barra da Tijuca.

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