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Corregedoria vai traçar perfil criminal de policiais

Governo de SP centralizou atribuições no órgão responsável por apurar desvios de policias, que agora terá cadastro de comportamento

Por Felipe Frazão
23 jul 2013, 19h47

Após a descoberta do envolvimento de policiais do Departamento Estadual de Repressão ao Narcotráfico (Denarc) com traficantes, a Corregedoria da Polícia Civil passará a ter um serviço dedicado a traçar perfis de comportamentos criminais e transgressores dos seus agentes. Duas divisões vão centralizar as atribuições de operar o banco de dados comportamental e dar o plantão para recebimento de denúncias contra policiais 24 horas por dia.

A Corregedoria criou o Serviço Técnico de Análise de Perfis Criminais e Transgressores, dentro da Divisão de Informações Funcionais. A seção será responsável por fazer estudos e pesquisas comportamentais para documentar “perfis criminais e transgressores funcionais” de policiais. O serviço deve consolidar um cadastro com informações sobre os policiais flagrados em desvios, sejam crimes ou faltas. Os dados devem auxiliar na identificação de autores e na prevenção de atos ilícitos.

A Divisão de Informações Funcionais, por meio da Unidade de Inteligência Policial, vai coletar e processar dados para orientar decisões da cúpula da Corregedoria. A Assistência Policial da Corregedoria realizava a função antes. A divisão também vai apoiar investigações policiais e disciplinares e promover “medidas de contrainteligência”.

Plantão – A Divisão de Crimes Funcionais ficou obrigada a manter atendimento 24 horas por dia à população para receber denúncias contra policiais civis. Os plantões serão feitos, em revezamento, pelas cinco delegacias da divisão. O “plantão permanente” já existia, mas era atribuição da Divisão de Operações Especiais, que agora prestará apoio e realizará diligências “em atendimento a determinação superior”.

“As equipes serão praticamente dobradas e terão cerca de dez policiais todas as noites”, disse o corregedor-geral, Nestor Sampaio Penteado Filho, em nota. De acordo com Sampaio, os policiais que atuarem na ocorrência continuarão a investigar o caso.

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As mudanças foram decretadas nesta segunda-feira pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) e publicadas nesta terça-feira no Diário Oficial do Estado. “É preciso corrigir possíveis desvios de policiais”, disse Alckmin.

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) havia anunciado a reestruturação do Denarc, sem mencionar a reorganização da Corregedoria, depois que o Ministério Público deflagrou na semana passada uma operação contra treze policiais civis por ligação com criminosos da facção Primeiro Comando da Capital (PCC). Eles receberam cerca de 2 milhões de reais dos bandidos e cometeram crimes como corrupção, formação de quadrilha, tortura, extorsão e extorsão mediante sequestro. O décimo policial foi preso no domingo e três ainda são considerados foragidos da Justiça.

(Com Estadão Conteúdo)

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