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Corpos de irmãs mortas são enterrados em SP

A mãe das garotas é a principal suspeita do crime; ela teria confessado à polícia que matou as filhas e que queria morrer

Por Da Redação 16 set 2013, 20h20

Os corpos das irmãs Paola Knorr Victorazzo, de 13 anos, e Giovana Knorr Victorazzo, de 14, foram enterrados nesta segunda-feira, no Cemitério Jardim Valle dos Reis, em Taboão da Serra, na região metropolitana de São Paulo. Antes de serem sepultadas, o pai das meninas, Marco Antonio Victorazzo, foi ao Instituto Médico Legal (IML) para reconhecer e, depois, liberar os corpos. A mãe, Mary Vieira Knorr, apontada como a principal suspeita dos assassinatos, permanece internada no Hospital Universitário (HU), na capital paulista. Além de ter passado por avaliações psicológicas, Mary recupera-se de intoxicação por gás de cozinha.

Nesta segunda-feira, a residência onde a mãe e as filhas moravam amanheceu pichada com os seguintes dizeres: “Não existe amor em SP”. Flores e bilhetes foram colocados em frente à casa, no bairro do Butantã, na Zona Oeste de São Paulo. As aulas na escola onde as vítimas estudavam foram canceladas nesta manhã.

Crime – No sábado, uma equipe do Corpo de Bombeiros foi acionada para atender a um chamado de vazamento de gás. Ao chegar no local, uma equipe da Polícia Militar (PM) encontrou os corpos das meninas no andar superior da casa, cada uma deitada em um beliche. A mãe das estudantes, uma corretora de imóveis, de 53 anos, por sua vez, estava no chão da sala em estado de choque.

Segundo os policiais, ela teria confessado a autoria do crime e dito que queria morrer. Havia gasolina em seu corpo e foi constatado vazamento de gás na casa.

No quarto, onde as meninas foram encontradas, havia fezes de animais e muitos objetos revirados. No banheiro do mesmo cômodo, foi encontrado um cachorro morto com um saco plástico amarrado na cabeça. Os investigadores suspeitam que as meninas estavam mortas há dias por causa do estado dos corpos.

Mary foi presa em flagrante e encaminhada para o Hospital Universitário (HU). No domingo, passou por análises psicológicas no Pronto Socorro da Lapa e, depois, retornou ao HU, onde deve passar por uma nova bateria de exames. Segundo o hospital, ela continua internada sob efeito de sedativos e está “clinicamente bem”. Assim que obtiver alta, a suspeita deve se apresentar à delegacia para prestar depoimento.

As polícias Técnico Científica e Civil investigam o motivo e a causa da morte das garotas. Segundo a PM, Mary tinha passagem na polícia por periclitação de vidas (pôr em risco a vida de alguém) e por estelionato.

(Com Estadão Conteúdo)

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