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Coronel volta atrás e diz que policial morta não denunciou colegas

Em depoimento à corregedoria, chefe de Andreia Pesseghini diz que se “expressou mal” em entrevista; PM havia emitido nota contestando informação

Após ser contestado por superiores, o chefe da cabo Andreia Pesseghini voltou atrás em suas declarações e disse que “se perdeu” na entrevista em que declarou que a policial militar denunciou colegas suspeitos de participação em roubos de caixas eletrônicos.

Andreia Pesseghini foi encontrada morta na noite desta segunda-feira junto como o marido, o sargento da Rota Luís Marcelo Pesseghini, a mãe e uma tia. A polícia aposta na hipótese de que o filho do casal, Marcelo Pesseghini, de 13 anos foi o autor do crime – e praticamente descartou outras possibilidades para o caso, como a participação de pessoas de fora da casa.

Segundo o telejornal SPTV, o desmentido do coronel Wagner Dimas, comandante do 18º Batalhão da Polícia Militar, onde Andreia estava lotada, foi dado à Corregedoria da corporação. Ainda de acordo com o SPTV, o coronel disse que nenhuma acusação foi de fato formalizada contra PMs suspeitos.

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As declarações de que Andreia havia realizado denúncias foram dadas pelo coronel Dimas na quarta-feira, em uma entrevista à Rádio Bandeirantes. Na mesma ocasião, ele disse que não acreditava que Marcelo pudesse ter matado a família. Após a repercussão, o coronel passou a evitar a imprensa.

A versão de Dimas entrou em choque com explicações anteriores apresentadas pelo comandante-geral da PM, Benedito Roberto Meira, que já havia dito na terça-feira que Andreia não havia feito qualquer tipo de denúncia.

Em resposta à entrevista, o comando da PM voltou a reforçar a versão de que as denúncias não existiam e desmentiu o chefe de Andreia em nota distribuída para a imprensa. Nela, a PM afirmou que consultou arquivos da Corregedoria, do Centro de Inteligência e do próprio Batalhão e que nada foi identificado. A PM também afirmava que pretendia instaurar um procedimento para apurar as declarações do coronel.

O Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), que investiga os homicídios, chamou o coronel para prestar esclarecimentos sobre o a entrevista. Ele deve ser ouvido nesta tarde.