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CoronaVac: SP já tem doses suficientes para vacinar grupo prioritário

Falta ainda o aval da Anvisa, que não recebeu o pedido de registro do imunizante; com remessa nesta quarta-feira, estoque chegou a 10,8 milhões de unidades

Por Eduardo Gonçalves 30 dez 2020, 10h52

O governo de São Paulo anunciou nesta quarta-feira, 30, que já tem a quantidade suficiente de vacinas estocada para imunizar o grupo prioritário. Vindo da China, um novo lote de 1,6 milhão de doses da CoronaVac, a vacina produzida pela fabricante chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, chegou ao aeroporto de Guarulhos. Com essa remessa, o estado passa a ter no total 10,8 milhões de doses prontas para serem aplicadas.

Segundo o governo de João Doria (PSDB), a primeira fase da campanha de vacinação em São Paulo, que está prevista para 25 de janeiro, contempla 9 milhões de pessoas, o que inclui profissionais de saúde, idosos, indígenas e quilombolas.

Apesar da boa notícia, a CoronaVac ainda não teve o dado de eficácia revelado – e, portanto, ainda não pediu o registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Sem divulgar os estudos, o governo paulista anunciou que a efetividade do imunizante será de ao menos 50%.

O atraso na divulgação ocorreu porque o laboratório chinês pediu ao Butantan para adiar o anúncio, marcado inicialmente para 23 de dezembro, com o objetivo de unificar as informações dos testes feitos em outros países, como Indonésia e Turquia.

  • “Já temos uma quantidade expressiva de vacinas disponíveis e novos lotes devem chegar agora em janeiro, o que permitirá, após o registro do imunizante pela Anvisa, o início da vacinação pela rede pública”, comemorou o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, deixando claro que a vacinação só começa com o aval da Anvisa.

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