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Confusão à vista: motoristas de vans querem protestar no Maracanã, na final da Copa do Brasil

Grupo contrário às restrições de circulação em áreas da cidade planeja tumultuar ainda mais o trânsito ao redor do estádio. Protesto esta manhã parou o trânsito na Barra da Tijuca, no Recreio e em São Conrado

Por Da Redação 27 nov 2013, 15h24

Motoristas de vans, que realizaram protesto na manhã desta quarta-feira, na Barra da Tijuca, ameaçam fazer nova manifestação esta noite no entorno do Maracanã, que recebe a final da Copa do Brasil entre Flamengo e Atlético-PR, partida marcada para 21h50. O novo ato, programado para acontecer antes do jogo e em horário de grande fluxo de veículos nas imediações do estádio, pode transformar a região em uma área instransitável. “Uma manifestação de motoristas de van durante um jogo demonstra total falta de foco do movimento. Temos que cobrar a postura como profissionais do transporte coletivo”, disse o delegado Cláudio Ferraz, chefe da Coordenadoria Especial de Transporte Complementar da Prefeitura do Rio.

No início da tarde, o presidente da Associação de Transporte Alternativo, Ricardo Douglas Valadares, que lidera os protestos contra restrições de circulação de vans determinadas pela prefeitura do Rio, foi detido na Barra da Tijuca. A Polícia Militar (PM) não divulgou o motivo da prisão de Ricardo, que foi levado para a 16ª DP (Barra da Tijuca). Pouco antes de ser detido, ele afirmou que mais de 400 vans que participariam da manifestação foram bloqueadas por policiais do Batalhão de Choque nas proximidades do Autódromo de Jacarepaguá, na Zona Oeste.

Os motoristas, diz Ricardo, pretendiam ir ao Palácio Guanabara, sede do governo do estado do Rio, pressionar o governador Sérgio Cabral para que ele intercedesse junto ao prefeito Eduardo Paes. Os motoristas querem que Paes cancele as restrições de circulação até janeiro.

Em nota, a Coordenadoria Especial de Transporte Complementar afirmou que “os constantes protestos que estão sendo realizados por motoristas de vans, inclusive o de hoje, são um caso de Segurança Pública e da Polícia Militar”.

No fim da tarde, Ferraz afirmou que solicitou à Secretaria Municipal de Transportes a cassação da permissão dos motoristas que participaram do protesto. Segundo ele, a prefeitura não negociará com o grupo. Em outubro, após um protesto de vans que causou reflexos no trânsito da Barra da Tijuca e de Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio, Ferraz afirmou que milicianos estavam incentivando os protestos.

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“Temos informações de que existem grupos insatisfeitos com o processo licitatório em andamento, que reordena o transporte complementar no município. Esses grupos historicamente extorquiam, explorando a irregularidade e a falta de disciplina do segmento. A polícia está investigando quem está incentivando os protestos, mas já sabemos que há milicianos envolvidos”, disse em 14 de outubro.

No dia 18, um grupo de condutores de vans invadiu a prefeitura e conseguiu chegar ao 13º andar, onde fica o gabinete do prefeito Eduardo Paes, que não estava no prédio. A ação terminou com uma porta de acesso ao gabinete arrombada. Um dos 25 motoristas que invadiram o prédio foi autuado por dano ao patrimônio público.

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