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Cinco assuntos para começar seu dia

VEJA traz os principais temas para você começar esta quarta-feira bem-informado

Por Da Redação Atualizado em 18 mar 2020, 08h04 - Publicado em 18 mar 2020, 08h00

O Brasil registra a primeira morte pelo novo coronavírus, o Congresso se adapta para que os trabalhos sejam mantidos, o presidente Jair Bolsonaro é alvo de panelaço, a expectativa da redução dos juros e as rebeliões em presídios de São Paulo. Esses são os cinco principais assuntos para você começar seu dia bem-informado.

PANDEMIA

O Brasil registrou nesta terça-feira, 17, a primeira morte em decorrência do novo coronavírus. O paciente era um homem de 62 anos, que estava internado em São Paulo. Outras quatro mortes suspeitas no estado estão sendo investigadas. Além disso, duas pessoas que estavam com sintomas da doença morreram no estado do Rio de Janeiro. A primeira foi uma mulher de 63 anos na cidade de Miguel Pereira, no centro-sul fluminense. O segundo foi um homem de 69 anos, em Niterói. Exames que devem ter resultados divulgados entre esta quinta, 19, e sexta-feira, 20, mostrarão se mortes foram causadas pela Covid-19.

Sob pressão, o presidente Jair Bolsonaro, que disse ter testado negativo para o novo coronavírus pela segunda vez e determinou que a fronteira com a Venezuela seja fechada para evitar o colapso do sistema de saúde de Roraima por causa da doença. Políticos como o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), no entanto, pedem que outras divisas sejam fechadas. A medida já foi adotada por países da América Latina, como Colômbia, Chile, Peru e Venezuela. O governo federal revelou ainda que vai pedir ao Congresso o reconhecimento do estado de calamidade pública, medida que deve vigorar até o fim deste ano.

Além disso, uma portaria editada pelos ministros Luiz Henrique Mandetta (Saúde) e Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública) prevê que pessoas que descumprirem ordens de quarentena sejam detidas.

POLÍTICA

Críticos de Jair Bolsonaro organizam nas redes sociais um panelaço contra o presidente para a noite desta quarta, 18. Ontem, o político já foi alvo de protestos. O som das panelas e gritos de “fora, Bolsonaro” foram ouvidos em bairros nobres de São Paulo e do Rio de Janeiro, e em outras capitais como Brasília, Belo Horizonte e Porto Alegre. A pressão sobre o presidente aumentou depois de Bolsonaro ter descumprido o isolamento no domingo e ido ao encontro de manifestantes pró-governo em Brasília – tudo isso em meio à propagação do coronavírus no país.

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ECONOMIA

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) continua nesta quarta-feira, 18, as discussões para definir o novo patamar da taxa básica de juros, a Selic, que atualmente se encontra em 4,25% ao ano. A expectativa do mercado é de que os juros caiam novamente, seguindo a tendência de vários bancos centrais do mundo que diminuíram suas taxas de juros recentemente como uma forma de atenuar o impacto da pandemia de coronavírus.

CONGRESSO EM QUARENTENA

No Congresso, os parlamentares adotam medidas para que os trabalhos sejam mantidos. Nas duas casas, os deputados e senadores aprovaram o sistema de votação remota de projetos para evitar aglomerações nos plenários. Rodrigo Maia ainda garantiu que o Congresso não será fechado em razão da crise e pediu maior ação do governo federal para combater a pandemia.

FUGA EM MASSA

Dos 1.389 presos que fugiram de quatro penitenciárias no estado de São Paulo (Mongaguá, Tremembé, Porto Feliz e Mirandópolis) após rebeliões na noite de segunda-feira, 16, 573 foram recapturados até a tarde de terça, informou a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP). Os motins foram provocados pela proibição do governo à saída de detentos do regime semiaberto em razão do avanço do coronavírus. Agentes da Polícia Militar devem continuar as buscas nesta quarta.

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