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Chuva continua a provocar estragos em cidades mineiras

Por Marcelo Portela

Belo Horizonte – A chuva que castiga Belo Horizonte desde novembro fez a Coordenadoria Municipal de Defesa Civil (Comdec) atender a mais de 150 ocorrências apenas hoje. A maioria dos atendimentos foi relativo a deslizamentos de terra, danos estruturais de imóveis e desabamentos, mas sem registro de vítimas. Tempestades também atingem o interior de Minas Gerais que, além da capital, já tem mais 18 cidades em situação de emergência.

A situação mais grave é na região central do Estado, principalmente na região metropolitana de Belo Horizonte. Segundo a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec), apenas em dezembro Minas já foi atingida por 516 milímetros de chuva, quase o dobro dos 320 milímetros esperado para o mês e 61% a mais que a média registrada no período. A previsão é de que a chuva forte continue amanhã.

De acordo com a Cedec, as tempestades já causaram a destruição de 38 residências e seis pontes e deixaram outras 1.409 casas danificadas. Desde o início do período chuvoso, o Estado registra 30 desabrigados (pessoas que perderam tudo e precisam dos abrigos públicos), 459 desalojados (pessoas que podem contar com ajuda de vizinhos e familiares), quatro feridos e duas mortes – a de Admardo Pereira, de 43 anos, ocorrida em outubro, em Reduto, na Zona da Mata, e a de Poliane Alves de Oliveira, de 27, registrada em Governador Valadares, no Vale do Rio Doce, no fim de novembro.

Segundo o Corpo de Bombeiros, um deslizamento de terra em Ibirité, na região metropolitana da capital, deixou um homem parcialmente soterrado hoje, mas, apesar de sofrer alguns ferimentos, ele não corre risco de morrer. Na capital, várias vias estão parcialmente interditadas, principalmente por causa de crateras abertas no asfalto.

Outros municípios castigados pelos temporais são as cidades históricas de Ouro Preto e Mariana, também na região central de Minas. A segunda também já decretou situação de emergência por causa de deslizamentos de terra que deixaram 288 pessoas desalojadas e interromperam a linha férrea que corta a cidade.