Clique e Assine a partir de R$ 19,90/mês

CGU diz ter evitado desvios de 7,3 bilhões desde 2003

Só neste ano, segundo o governo, 600 milhões de reais foram devolvidos aos cofres públicos. Mas apenas um em cada 7 reais é recuperado

Por Gabriel Castro 9 dez 2011, 14h52

O ministro-chefe da Controladoria-Geral da União (CGU), Jorge Hage, afirmou nesta sexta-feira que a atuação do órgão evitou desvios potenciais de 7 ,3 bilhões de reais entre 2003 e 2010. Durante um evento que marcou o Dia Internacional Contra a Corrupção, em Brasília, ele destacou a parceria da CGU com o Tribunal de Contas da União (TCU) e evitou comentar os episódios que têm marcado negativamente a gestão do PT.

“A CGU já encaminhou ao TCU mais de 12.000 Tomadas de Contas Especiais (TCE), entre 2003 e 2010, envolvendo o retorno potencial da ordem de R$ 7,3 bilhões de reais aos cofres públicos”, disse o ministro. Ainda de acordo com ele, o trabalho da controladoria causou a exclusão de 3.500 agentes públicos envolvidos em desvios. Desses, mais de 300 eram ocupantes de altos cargos.

Hage evitou, entretanto, comentar os episódios recentes de corrupção, que derrubaram seis ministros do governo Dilma. Em vez disso, e ciente de que seu cargo está nas mãos da presidente Dilma Rousseff, ele preferiu elogiar a gestão petista: “O importante é que, nos últimos oito anos, o Brasil despertou e deu início a transformações significativas nessa área. Elas continuam e se aprofundam ainda mais no governo da Presidenta Dilma Roussef, disse o ministro.

Meta – O chefe da Advocagia-Geral da União (AGU), Luis Inácio Adams, também participou do evento. Ele disse que, em 2011, o trabalho do órgão devolveu 600 milhões de reais aos cofres públicos “Apenas neste ano, que ainda não terminou, nós já recuperamos mais de 600 milhões de reais. Esse resultado mostra que o estado está no caminho certo, tomando as decisões corretas e nós vamos chegar a um dia em que a corrupção vai ser uma realidade absolutamente residual e que todos os brasileiros vão combater”, disse ele.

No entanto, o índice de recuperação dos recursos desviados ainda é pequeno, de acordo com Adams. Hoje, 15% (1 em cada 7 reais) do dinheiro desviado volta ao erário. Há alguns anos, esse percentual era de 1%. “A próxima meta é chegar a 25% até 2016”, afirmou Adams.

Continua após a publicidade

Publicidade