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Cetesb exige estudo de reparo de barragem que se rompeu no Paraíba do Sul

Barragem se rompeu no último dia 5 e deixou 600.000 habitantes das cidades de São José dos Campos e Pindamonhangaba sem abastecimento de água

Por Da Redação 12 fev 2016, 08h53

A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) informou nesta quinta-feira que vai exigir o estudo de estabilidade da barragem de mineração de areia que foi reconstruída em Jacareí (SP). No último dia 5, a barragem se rompeu por causa do depósito irregular de rejeitos e a lama atingiu o Rio Paraíba do Sul, deixando duas cidades sem o abastecimento de água.

Os serviços de reparo foram realizados pela empresa responsável pelo acidente, a Rolando Comércio de Areia Ltda. Para a aprovação desses serviços, que vai avaliar as condições em que foram feitos, o estudo será realizado pelo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM).

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O acidente ocorreu pelo elevado volume de rejeitos depositados irregularmente em uma lagoa de propriedade de outra mineradora, a Meia Lua I, que passa pelo processo de renovação de licenciamento. Segundo a agência ambiental, controlada pelo governo do Estado, nas últimas inspeções realizadas nas mineradoras, em julho 2015 na Rolando Comércio de Areia Ltda., e em novembro 2015 na Mineração Meia Lua I Ltda., não foi constatada tal irregularidade.

Os impactos causados e as sanções administrativas estão sendo avaliados conforme a legislação vigente e serão divulgados na próxima semana, informou a Cetesb. Não foi possível quantificar o volume de águas residuárias que atingiu o Rio Paraíba do Sul em razão da variação da profundidade da lagoa.

O acidente deixou aproximadamente 660.000 habitantes das cidades de São José dos Campos e Pindamonhangaba sem água no feriado de Carnaval. O serviço de tratamento realizado pela Sabesp ficou comprometido por causa do alto índice de turbidez e a presença de alumínio e ferro. Não houve, contudo, prejuízos para a vida aquática local.

(Com Estadão Conteúdo)

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