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Carlinhos Cachoeira não irá ao velório da mãe

Defesa do contraventor diz que não haveria tempo hábil para que ele deixasse a prisão e viajasse do Rio Grande do Norte para Goiás

Por Gabriel Castro 16 abr 2012, 16h59

A mãe do contraventor Carlinhos Cachoeira, Maria José Ramos, morreu nesta segunda-feira em Anápolis (GO). Mas o filho, detido num presídio federal em Mossoró (RN), não acompanhará o enterro. A defesa do chefe da máfia que explorava os caça-níqueis em Goiás avaliou que não haveria tempo hábil para obter a libertação do preso. A demora por uma decisão judicial e a distância entre as duas cidades tornaria a tentativa inviável. “Não haveria tempo hábil”, disse o advogado de Cachoeira, Márcio Thomaz Bastos. “E a engenharia seria muito trabalhosa”.

Bastos lembra que há dois pedidos de habeas corpus aguardando decisão do Judiciário: um deles, na Justiça Federal da 1ª Região, solicita a transferência do contraventor para um presídio mais próximo do seu estado de origem, Goiás. O outro, no Superior Tribunal de Justiça, requer a soltura de Cachoeira – o STJ, entretanto, negou um pedido semelhante na semana passada.

O advogado argumenta que, enquanto não deixa a prisão, Cachoeira deveria ser transferido para uma unidade em Brasília ou em Goiás: “Queremos a transferência para um lugar mais próximo da família e dos advogados”, afirmou. Ele também disse que a cela onde está o contraventor é pequena e mal ventilada.

Carlinhos Cachoeira foi preso em 29 de fevereiro durante a operação Monte Carlo, da Polícia Federal. Ele é apontado pelos investigadores como o chefe de uma extensa máfia que corrompia autoridades policiais, usava políticos para fazer tráfico de influência e fraudava licitações.

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