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Campos: Dilma ‘esconde aumentos’ para depois das eleições

Em evento promovido pela Abimaq em São Paulo, o candidato do PSB evitou se posicionar sobre o aumento do preço da gasolina

O candidato à Presidência da República pelo PSB, Eduardo Campos, acusou a presidente Dilma Rousseff de esconder o aumento de tarifas até o fim do período eleitoral. “Eles estão tentando esconder do povo brasileiro que na gaveta da presidente Dilma há dois aumentos para depois da eleição”, disse. Questionado se elevaria o preço dos combustíveis no início de um eventual mandato, caso ganhe o pleito de outubro, Campos desconversou: “Quem falou do aumento da gasolina foi o ministro Guido Mantega. O que eu tenho dito e todo mundo tem falado é que a presidente Dilma está guardando dentro da gaveta os aumentos para depois da eleição: o do combustível e da energia”, enfatizou.

Na terça-feira, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, sinalizou que os preços da gasolina e do óleo diesel devem ser reajustados em novembro. O governo, controlador da Petrobras, mantém os preços dos combustíveis da estatal congelados e defasados em relação ao mercado internacional, o que vem sendo amplamente criticado pelo mercado por impor fortes perdas à petroleira.

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Campos participou na manhã desta quinta-feira de um evento promovido pela Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). No encontro, Campos não levou sua vice, Marina Silva, cujas bandeiras ambientalistas não agradam ao empresariado. Ao final, o ex-governador de Pernambuco aproveitou para dizer o que os empresários queriam ouvir: que a indústria brasileira vive hoje o seu mais duro momento dos últimos quarenta anos. “Estamos vivendo um processo de desindustrialização. Os melhores empregos no Brasil estão sendo perdidos neste momento, que são os empregos industriais. Só no último semestre, a indústria de bens de capital reduziu em 30% as suas vendas”, criticou.

Ainda nesta quinta, Campos participou de um evento promovido pela Associação Brasileira de Fabricantes de Brinquedos (Abrinq). Ele prometeu, se eleito, ser um presidente “amigo da criança”, assumindo a responsabilidade de melhorias com indicadores ligados à infância, como educação, erradicação do trabalho infantil e garantia de acesso à creche a todas as crianças brasileiras.