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Bolsonaro: de acusado de terrorismo a fenômeno da internet

O deserto político é tão devastador que até o deputado Jair Bolsonaro, antes mero peão da direita baixo clero, é estrela da internet e saudado como 'mito’

“Mito, mito, mito!”, gritam em coro cerca de 1 000 pessoas assim que o deputado Jair Bolsonaro desponta no saguão do aeroporto de Campina Grande, na Paraíba. Ele ergue os braços. As palmas aumentam: “Um, dois, três, quatro, cinco mil, queremos Bolsonaro presidente do Brasil!”. Abraçado, apalpado, fotografado, beijado e empurrado, o capitão da reserva do Exército, já sem conseguir pôr os pés no chão, vai sendo arrastado pela multidão até o estacionamento do aeroporto. Lá, erguido e carregado nos ombros, termina em cima de um carro de som, microfone na mão. Camisetas visíveis na plateia indicam a presença de alguns grupos: Direita Paraíba, Direita Ceará, Ordem dos Conservadores, Academia de Krav Magá de Campina Grande. Jovens compõem a maioria do público. Muitos são estudantes universitários. Acenam para o visitante e levantam cartazes com os dizeres “Bolsonaro 2018”. Alguns batem continência para o deputado-capitão.

De pé no capô do carro, Jair Bolsonaro (PSC-RJ) lança seus gritos de guerra. Abre com refrões patrióticos: “Este é um brasileiro com o coração verde e amarelo. Se estou aqui é porque acredito no Brasil!”. Ovações. Critica o Estatuto do Desarmamento, elogia os militares e encerra a fala com seu bordão: “Brasil acima de tudo! Deus acima de todos”. Palmas, gritos, pedidos de selfie (ele atende a todos). Cenas como a do aeroporto se repetirão ao longo de todo o dia. Bolsonaro cresceu no vácuo deixado por políticos tradicionais tragados pela Lava-Jato ou simplesmente vitimados pela desmoralização crescente e aparentemente sem fim da categoria. É nesse deserto político que até um aventureiro como ele consegue se destacar.

Reportagem de VEJA mostra como ele foi catapultado à política – ironicamente, por uma acusação de terrorismo, em 1987 – e a transformação de um mero peão do baixo clero na Câmara em estrela da internet. VEJA também pediu a Bolsonaro que comentasse as próprias palavras e declarações atribuídas a ele. Confira no vídeo abaixo:

Com reportagem de Marcela Mattos

Para ler a reportagem na íntegra, compre a edição desta semana de VEJA no iOS, Android ou nas bancas. E aproveite: todas as edições de VEJA Digital por 1 mês grátis no Go Read.

Comentários

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  1. acshon klipel

    Que feio Vê.ja! O “eu não corro esse risco” é de ter um filho gay, pq ele acredita que a educação e criação dos pais que determinam a opção sexual dos filhos, e sabem bem disso, fica óbvio no vídeo original.

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  2. Maurício Fernando

    Materiazinha tendenciosa tentando arranhar a imagem de um dos políticos mais honestos do Brasil. Ficaram tão afoitos em destruir Bolsonaro, que esqueceram de citar que ele é um dos políticos mais corruptos do Brasil, mais vezes citados na Lava-Jato, Mas… calma, 2018 vem aí, o bicho vai pegar, Bolsonaro vai ganhar e a boquinha da Abril patrocinada pelo governo vai acabar.

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  3. Charles Machado

    Só eu que achei essa matéria uma bosta? Tanta coisa boa pra compartilhar e faz um lixo desse. #Bolsonaro 2018 🙂

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  4. estamos juntos pra salvar o Brasil

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  5. Paulo Cesar Da Rosa Romão Romão

    Por essas e outras que não renovei minha assinatura.desta revista impressa. Fake News!

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  6. Juliano L. Ferronato

    Diante de tamanha corrupção que se instalou nesse Brasil, precisamos mais do que nunca de uma pessoa com pulso firme e honesta. Bolsonaro 2018!

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  7. Francisco Henrique Peixoto da Silva

    É, é Bolsonaro presidente do Brasil.

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  8. #Bolsonaro2018 e cabo poar.

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  9. Maria Joaninha Da Luz

    matéria comprada bolsonaro usando um bom marketeiro mas o povo nao eh burro e na hora H a gente derruba essa mentira veja

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  10. Wilson Oliveira

    2018 é dele =)

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