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Bolsonaro: deportação de brasileiros ilegais é ‘direito’ dos EUA

Na madrugada deste sábado, avião do Texas com dezenas de deportados chegou a Belo Horizonte

Por Da Redação - Atualizado em 25 jan 2020, 14h41 - Publicado em 25 jan 2020, 11h39

O presidente Jair Bolsonaro declarou neste sábado em Nova Déli, na Índia, onde se encontra em visita oficial de três dias, que é “direto” das autoridades deportarem cidadãos brasileiros que entraram ilegalmente no país. Bolsonaro, que se orgulha de manter relações próximas com o presidente americano, Donald Trump, deixou claro que não irá se esforçar para evitar essas deportações. “Olha, o que eu vou falar aqui vai dar polêmica. Em qualquer país as suas leis têm que ser respeitadas. Em qualquer país do mundo onde pessoas estão lá de forma clandestina, é direito daquele chefe de estado, usando da lei, devolver esses nacionais”, disse.

Ainda na conversa que teve com a imprensa esta manhã, o presidente afirmou que não conversou com Trump sobre o tema e que o assunto está sendo tratado pelo Itamaraty. “De vez em quando converso com ele, esse não foi tratado em uma conversa pessoal. Lamento que brasileiros que foram buscar novas oportunidades lá voltem deportados. Lamento, mas é a política e temos que respeitar a soberania de outros países”, concluiu.

No início da madrugada deste sábado chegou ao Aeroporto de Confins, em Belo Horizonte, um avião fretado pela agência federal norte-americana, com cerca de oitenta brasileiros. O voo partiu de El Paso, no Texas. O Ministério das Relações Exteriores confirmou que o Brasil foi notificado a respeito da repatriação de grupo de brasileiros inadmitidos nos Estados Unidos. O governo de Trump iniciou a deportação em massa de brasileiros em outubro passado, quando em torno de setenta brasileiros, também vindos do Texas, desembarcaram em Belo Horizonte. Foi a retomada de uma medida que não era aceita pelo Brasil desde 2006, quando tinha chegado à Minas Gerais o último voo com deportados.

Em meio à polêmica, outros brasileiros que ainda aguardam na fila da deportação em um presidio no estado do Novo México, denunciaram que estão sendo mantidos em condições precárias. Estes imigrantes, detidos na prisão de Otero afiram que recebem água de coloração amarela e que são submetidos a “tortura mental” no confinamento, com o intuito de não tentarem mais voltar aos Estados Unidos após serem deportados. A embaixada do Brasil em Washington declarou que tomou conhecimento das denúncias e solicitou ao governo norte-americano que sejam feitas averiguações.

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Pelas novas regras adotadas pelos Estados Unidos, a intitulada “deportação rápida” não inclui só imigrantes ilegais pelos na fronteira, mas qualquer preso que não consiga provar que morou nos Estados Unidos pelos dois anos anteriores, ininterruptamente.

 

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