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Beira-Mar é condenado a mais 120 anos de prisão

Tribunal do Júri culpa o maior traficante do país de ser o mandante de uma chacina contra rivais na penitenciária de Bangu 1, em setembro de 2002

Por Leslie Leitão - 14 May 2015, 07h44

O megatraficante Fernandinho Beira-Mar foi condenado na madrugada desta quinta-feira a 120 anos de cadeia em regime fechado por quatro homicídios. O resultado do julgamento foi anunciado às 1h35 pelo Tribunal do Júri do Rio de Janeiro. Com a nova condenação, as penas de Beira-mar já somam 253 anos e seis meses de prisão.

Treze anos depois da rebelião de 11 de setembro de 2002, que resultou na morte de quatro traficantes dentro de Bangu 1, o maior traficante do Brasil voltou a sentar no banco dos réus. Trazido sob forte escolta de Porto Velho, em Rondônia, onde já cumpre pena, ele foi condenado como um dos articuladores da trama que resultou na chacina. Entre as vítimas estava o rival Ernaldo Pinto Medeiros, o Uê, outra liderança do tráfico carioca.

Beira-Mar apareceu de camisa branca para dentro da calça jeans, sapato e óculos. “Eu cometi vários crimes na vida, mas nesse eu sou inocente”, afirmou o traficante, que disse ser “pecuarista de coisa ilícita”. Para o Ministério Público, apesar de não ter executado os detentos rivais, Beira-Mar articulou a chacina.

Luiz Fernando da Costa, de 47 anos, é um dos líderes da facção criminosa Comando Vermelho, a mais antiga do Rio de Janeiro em atividade. O julgamento foi realizado no Fórum do Rio, no Centro, e se estendeu por mais de dez horas nesta quarta-feira.

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(Com Estadão Conteúdo)

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