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Beira-Mar é condenado a 80 anos por ordenar mortes

Traficante negou ser mandante de assassinatos na favela de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, e afirmou que vai recorrer da sentença

Por Da Redação 13 mar 2013, 08h40

O traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, foi condenado a oitenta anos de prisão por ser o mandante de três assassinatos na favela de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, em 2002 – os crimes resultaram em duas mortes e em uma tentativa de homicídio. Após dez horas de julgamento, a sentença foi anunciada na madrugada nesta quarta-feira pelo juiz Murilo André Kieling.

Beira-Mar negou ser o mandante dos assassinatos e disse que vai recorrer da decisão. Durante o julgamento, ele contou ao juiz que “só queria dar um couro neles”. A defesa tentou desqualificar as provas do Ministério Público, mas o traficante admitiu ter mentido em interrogatório anterior, quando disse que não tinha conhecimento das mortes e que a voz detectada em interceptações telefônicas da Polícia Federal não era dele.

De acordo com o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), além da condenação desta quarta, Beira-Mar acumula penas de 69 anos e seis meses de prisão por crimes cometidos somente no Rio. Ele está preso desde 2002 e conta que está estudando Teologia à distância da Penitenciária Federal da Catanduvas, no Paraná, para onde foi transferido em setembro do ano passado.

Crime – Na época do crime, em 27 de julho de 2002, o traficante estava preso em Bangu 1, na Zona Oeste do Rio, e ordenou as mortes por telefonema feito de um celular. Segundo a polícia, as vítimas eram integrantes da facção criminosa Comando Vermelho, chefiada por Beira-Mar de dentro do presídio. O telefonema em que o traficante determina a morte do trio foi gravado com autorização judicial. “Estou preso, não estou morto e não perdoo vacilação. Quem estiver errado vai rodar neste bagulho, pode ser quem for”, diz o traficante para um comparsa, no telefonema interceptado.

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