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Barulho made in Canadá

O Exciter, trio canadense que criou o trash metal, inicia neste domingo sua mini-turnê brasileira

O trio canadense Exciter visitou o Brasil pela primeira vez em 1986. Comandados pelo baterista e vocalista Dan Beehler (ou melhor, um “gritador que soca bateria”, como ele próprio gosta de se definir), o grupo por pouco não ofuscou o Venom, atração principal daquela noite de dezembro. “Nunca me esqueci daquela turnê, uma das melhores que fizemos. Fomos tratados como deuses”, suspira Beehler.

O Exciter está de volta para uma nova turnê brasileira, dessa vez ao lado do quarteto americano de thrash metal Sacred Reich. As apresentações acontecem no dia 19 de fevereiro no Clash Club, em São Paulo; dia 21 no Bar da Montanha, em Limeira, e dia 22 no Teatro Odisséia, no Rio de Janeiro. É uma espécie de recomeço para o Exciter, que sofreu com intermináveis trocas de integrantes e até ameaçou encerrar suas atividades. Mas o retorno do trio conta com sua formação clássica: além de Beehler na bateria e vocais, estarão no palco o guitarrista John Ricci e o baixista Alan Johnson.

A maior colaboração do Exciter para o mundo do rock foi a consolidação de um subgênero do heavy metal chamado thrash metal. Ou, como Beehler define, “Saxon, Motörhead, Judas Priest e Black Sabbath misturados e tocados de uma maneira mais rápida e mais agressiva.” A fórmula surgiu pela primeira vez em 1983, quando o trio despejou nas lojas o álbum Heavy Metal Maniacs. Detalhe: ele foi lançado um mês antes do Metallica mudar as regras do jogo com Kill ‘Em All. O problema é que Ottawa, cidade natal do Exciter, não é tem cosmopolita quanto San Francisco (sede do Metallica), Los Angeles e Nova York. E no início dos anos 80, o termo globalização soava como uma nova ameaça nuclear vinda da União Soviética. “Ottawa nunca foi uma cidade musical, tivemos de gritar para sermos ouvidos (nota do redator: e bota gritar nisso!).

Hoje a situaçao mudou, nossos discos pode ser escutados em qualquer lugar do mundo”, explica Beehler. Nem tanto: Heavy Metal Maniac, Violence and Force (1984) e Long Live the Loud (1985), três dos principais álbuns do grupo, estão fora dos sites de sreaming. “Vou consultar minha gravadora sobre isso”, desconversa o baterista.

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Beehler é um espetáculo à parte nas apresentações do Exciter. Principalmente por executar a árdua tarefa de tocar partes complicadas e rápidas das musicas do grupo e ainda segurar os vocais. “Sim, é muito complicado executar essas tarefas e às vezes tenho de dividir meu cérebro em dois. Mas faço isso a tanto tempo que faço essas atividades com naturalidade.” Beehler nem sequer toma cuidados especiais para seus vocais, de um agudo de quebrar a cristaleira da vizinha. “Aqui não tem nada de mel e limão. Só uns aquecimentos e saio gritando.” Curiosidade científica: eis uma boa justificativa – além da música – para assistir a esses pioneiros do thrash metal.

 

 

Comentários

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  1. Barulho é o funk carioca

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  2. Renato Ciardi

    A banda é fantástica, agora o mané que escreveu o texto deve ter fugido da escola ainda no primário.

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