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Barraco entre advogado e testemunha interrompe júri do caso Bernardo

Grito, dedo em riste e cenas típicas do programa 'Casos de Família'

Por João Batista Jr. - Atualizado em 13 mar 2019, 16h31 - Publicado em 13 mar 2019, 10h42

Uma briga entre o advogado de Edelvânia Wirganovicz e a testemunha de defesa Luiz Omar fez a juíza Sucilene Engler interromper o júri popular do caso do menino Bernardo nesta quarta-feira, 13, no começo do terceiro dia de julgamento, em Três Passos. Quando Omar, ex-funcionário de uma chácara de Leandro Boldrini, foi perguntado por Jean Severo, advogado de Edelvânia, se Graciele Ugulini tinha uma amante, Omar pediu ao advogado que falasse mais baixo. “Eu não tenho problema”, disse ele, apontando para os ouvidos.

O advogado, que já falava alto, subiu ainda mais o tom de voz. “O senhor está mentindo aqui”, disse gritando e apontando o dedo para a testemunha. Parecia cena do programa Casos de Família. Severo foi além: “O senhor não vai falar assim comigo, esse é o meu jeito de trabalhar.”

A juíza, em repreensão ao advogado, interrompeu a audiência e o chamou para uma sala reservada para explicar sobre as normas do júri. Na volta, Jean Severo retomou o bate-boca com a testemunha: “Por que está me encarando?”.

A juíza, mais uma vez, repreendeu o advogado e disse a ele que não poderia fazer mais perguntas à testemunha Luiz Omar.

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Minutos depois, uma nova interrupção. Oficiais de Justiça chamaram a juíza para falar com outras testemunhas, algumas delas com problemas de pressão alta. Como se vê, o terceiro dia do júri começou bem tumultuado.

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