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Bares e restaurantes têm movimento tímido na reabertura em São Paulo

Após mais de 100 dias fechados, estabelecimentos da capital voltam a atender o público com restrições 

Por André Siqueira Atualizado em 6 jul 2020, 16h07 - Publicado em 6 jul 2020, 15h53

Após mais de 100 dias fechados para o atendimento a clientes, em razão da quarentena imposta para conter o avanço do coronavírus, bares e restaurantes reabriram nesta segunda-feira, 6, na cidade de São Paulo. A retomada das atividades foi autorizada no sábado 4, quando o prefeito Bruno Covas (PSDB) assinou os protocolos que definem as regras para o funcionamento do setor. Segundo relatos de funcionários e donos destes estabelecimentos, o movimento do primeiro dia é tímido e os negócios ainda se adaptam à nova realidade.

Segundo a prefeitura, bares e restaurantes podem funcionar por seis horas diárias, com limite de horário até 17h. Os estabelecimentos também tiveram a capacidade máxima reduzida a 40%, com distância de 2 metros entre as mesas e de 1,5 metro entre as pessoas, além do máximo de seis pessoas por mesa. O consumo nas calçadas está proibido e os funcionários só poderão atender os clientes que estiverem sentados. As praças de alimentação terão seus funcionamentos vinculados aos horários permitidos aos shoppings, autorizados a abrir das 6h às 12h ou das 16h às 22h. Segundo o presidente da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), Percival Maricato, menos de 30% dos estabelecimentos irão reabrir neste primeiro momento.

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Dionizio Paulillo, da terceira geração de donos do restaurante Bolinha, tradicional casa de feijoada de São Paulo, no Itaim Bibi, diz que ainda está se adaptando ao que chamou de “novo normal”. “Nos adequamos aos protocolos da Abrasel, estamos nos adaptando ao novo normal, a esse novo conceito de trabalhar com o cliente”, afirmou a VEJA.

A partir de hoje, o restaurante, que tradicionalmente só funcionava de terça a domingo, também estará aberto às segundas-feiras, para compensar a restrição do horário. “Iremos de domingo a domingo para compensar a falta do jantar. Os 40% estabelecidos pela prefeitura nos permite disponibilizar sessenta lugares e hoje ocupamos três mesas com quatro pessoas”, diz. Para Paulillo, em um primeiro momento, a movimentação de clientes estará restrita a funcionários que já voltaram ao trabalho. “Quem está cumprindo a quarentena em casa, de fato, tem medo de sair. Mas quem está na rua trabalhando acabará vindo. Mas isso é mera especulação de minha parte, estamos navegando no escuro ainda”, avalia.

  • Movimento semelhante ocorreu em uma unidade do América, na Alameda Santos, no Jardim Paulista. O estabelecimento ficará aberto de domingo a domingo, das 11h30 às 17h30. Neste primeiro dia, cerca de sessenta clientes estiveram no local até as 13h, divididos em mesas para dois ou três lugares, segundo estimativa de um funcionário da casa. Para cumprir os protocolos da prefeitura, o restaurante poderá receber, no máximo, 160 pessoas por vez.

    Na unidade do Coco Bambu no Anália Franco, na Zona Leste, por volta das 13h, cerca de 15 pessoas estavam no estabelecimento. De acordo com um funcionário, o movimento era “tímido e abaixo da média”. A casa possui cerca de setecentos lugares, mas apenas duzentos estarão à disposição do público. O restaurante fica aberto de domingo a domingo, das 11h às 17h.

    O restaurante Jamile, que tem como um dos donos o chef Henrique Fogaça, localizado no bairro Bela Vista, região central. também teve um movimento abaixo da expectativa. “Tivemos dois clientes, esperávamos um pouco mais. Sabíamos que o fluxo seria baixo, sobretudo neste primeiro momento, mas nossa expectativa era receber dez, quinze clientes”, disse a VEJA o gerente do estabelecimento, Genilson Tomé. No total, a casa possui 110 lugares, mas apenas 44 estarão à disposição dos clientes, segundo as normas da prefeitura. O estabelecimento estará aberto de domingo a domingo – de segunda a sexta, das 12h às 15h30, e aos finais de semana, das 12h às 17h.

    No centro da cidade, o fluxo de pessoas no restaurante Esquina do Fuad, no bairro de Santa Cecília animou o gerente da casa. “Fiquei muito feliz com o movimento. Está longe do normal, não posso atender na calçada, mas estou com todos os lugares ocupados, os 58 que estou oferecendo, girando uma segunda rodada de pessoas”, disse Denis Nery a VEJA. O Esquina do Fuad fica aberto todos os dias, das 11h30 às 17h.

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