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Banco alemão afetado por escândalo de prostituição no Brasil

O banco alemão Wüstenrot investiga funcionários suspeitos de terem recorrido a serviços de prostituição durante uma viagem de negócios ao Brasil, segundo a imprensa.

De acordo com o jornal Handelsblatt, representantes comerciais do Wüstenrot foram a um clube noturno durante a viagem, que oferecia serviços de prostitutas.

Segundo as informações do banco, entre 14 e 20 pessoas foram ao clube várias vezes, e duas ou três recorreram às prostitutas.

O grupo bancário tenta verificar se os participantes da viagem “descumpriram as regras de comportamento”, explicou nesta segunda-feira à AFP Bernd Hartweck, membro do conselho de administração do Wüstenrot.

O grupo premiou os resultados comerciais de alguns funcionários da empresa com esta viagem organizada de 27 de abril a 2 de maio. O programa incluía excursões turísticas, restaurantes, mas nenhum espetáculo nem atividades que infringissem as regras da empresa, segundo o banco.

Segundo o Handelsblatt, este clube foi recomendado pela própria guia turística. “Quando as portas do ônibus se abriam, cerca de metade do grupo descia, incluindo diretores (…) Eu pensava que não era possível que o Wüstenrot nos trouxesse a um bordel”, explicou um participante ao jornal conservador.

“Estes desvios evidentes (cometidos) no âmbito de uma viagem de negócios são contrários às nossas regras de comportamento”, disse Hartweck, lembrando que o banco não apóia, organiza ou financia este tipo de atividades.

O grupo não exclui adotar “ao menos medidas disciplinares”.

Em maio, uma filial de seguros do grupo alemão Munich Re se viu salpicada por um assunto parecido, quando alguns funcionários receberam a oferta de cerca de vinte prostitutas durante um “seminário de motivação” na Hungria em 2007.