Assine VEJA por R$2,00/semana
Continua após publicidade

Atos no Rio e em SP marcam dois anos do assassinato de Marielle Franco

Amigos e parentes de Marielle exibiam faixas que cobram explicações sobre o crime, ainda não totalmente solucionado pelas autoridades

Por Reuters
14 mar 2020, 22h14

Diversos atos pela cidade do Rio de Janeiro e São Paulo aconteceram neste sábado, 14, para marcar o aniversário de dois anos do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. Faixas com imagens da parlamentar foram espalhadas pela capital, incluindo no complexo da Maré, onde Marielle nasceu e foi criada.

Em outros pontos da cidade, amigos e parentes de Marielle exibiam faixas que cobram explicações sobre o crime, ainda não totalmente solucionado pelas autoridades. “Quem matou Marielle e por quê?”, questionava uma das mensagens. “Enquanto tivermos voz e força vamos lutar para descobrir quem mandou matar Marielle. Esse crime não vai cair no esquecimento”, disse a jornalistas o pai de Marielle Franco, Antonio Francisco. “A Marielle era uma lutadora e nós vamos lutar até o fim”, acrescentou a mãe da vereadora, Marinete Silva.

Os atos desse sábado, que visam evitar grandes aglomerações em meio a temores relacionados à disseminação do coronavírus, contam com o apoio da Anistia Internacional. Até o momento, a polícia fluminense prendeu seis pessoas apontadas como ligadas direta ou indiretamente ao crime, mas ainda não chegou aos mentores e mandantes do assassinato ou suas motivações.

Dentro da polícia do Rio ganha força a teoria de que o ex-policiam militar Ronnie Lessa, preso e apontado como executor de Marielle e Anderson, teria agido sem ajuda ou mandantes, como “lobo solitário”. Mas essa versão tem sido rejeitada pelos familiares da vereadora.

Continua após a publicidade

Ronnie e Élcio Queiroz, acusado pelas autoridades de ser comparsa do crime, que também estaria no carro usado na perseguição ao veículo de Marielle em 14 de março de 2018, estão presos e vão a júri popular. A Procuradoria-Geral da República chegou a pedir a federalização da investigação, o que deverá ser julgado pelo Superior Tribunal de Justiça.

A família da parlamentar, no entanto, resiste a mudar o foro das investigações. “Seria um retrocesso. A polícia do Rio está nesse caso há dois anos e não acho que as autoridades federais conseguiriam avançar as investigações na velocidade necessária. Elas teriam que voltar ao início do processo, o que atrasaria tudo”, disse Marinete Silva.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

O Brasil está mudando. O tempo todo.

Acompanhe por VEJA.

MELHOR
OFERTA

Digital Completo
Digital Completo

Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 2,00/semana*

ou

Impressa + Digital
Impressa + Digital

Receba Veja impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 39,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$96, equivalente a R$2 por semana.

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.