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Após mais de 24 horas, refém é libertada em MG

Por Marcelo Portela

Belo Horizonte (AE) – Após mais de 24 horas de negociações, a mulher que era mantida refém por um detento do Presídio Regional de Montes Claros, no norte de Minas, foi libertada nesta segunda-feira, 13, sem ferimentos. A cabeleireira Cleide Márcia Oliveira Santos, de 38 anos, foi pega por Pedro Francisco Vieira, de 33, na hora do almoço de domingo (12), quando estava no local visitando um filho, também preso na unidade.

Durante todo o tempo, Santos manteve Cleide sob ameaça de um chuço – espécie de arma branca artesanal – e exigia garantia de vida, falar com parentes que viveram em Prado, no sul da Bahia, e transferência para uma penitenciária daquele Estado, onde o preso nasceu. Segundo a Polícia Militar, ele alegava que haveria um prêmio de R$ 100 mil por sua vida, devido aos crimes que cometeu.

O detento é acusado de roubo, homicídio e estupro e já foi condenado pela Justiça mineira. Ele também é portador do vírus da Aids e ameaçou contaminar a refém. De acordo com a PM, Santos concordou em libertá-la após falar com um familiar. A Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds) de Minas disponibilizou unidades para transferir o preso nas regiões central e sul do Estado, mas não revelou os locais por motivo de segurança.

Apesar da superlotação do presídio de Montes Claros, que abriga quase o dobro da capacidade de 592 detentos, Santos era mantido separado em uma cela improvisada em sala para visitas íntimas porque teria tentado matar outro detento e estaria ameaçado. Ele conseguiu fazer Cleide refém no momento em que um agente penitenciário abriu a porta da cela para entregar sua refeição.

Segundo o diretor do presídio, José Pedro Oliveira, ele fez vários cortes no rosto e nos braços e, depois de empurrar o agente, usou o próprio sangue para ameaçar o funcionário. “Ele intimidou o agente porque é soropositivo”, disse. Cleide passava pelo corredor no momento e foi imobilizada pelo acusado. Durante as negociações, a segurança no local foi reforçada com homens da polícia, do Corpo de Bombeiros e do Grupamento de Ações Táticas Especiais (Gate) de Belo Horizonte. Após a libertação da vítima, o preso e a cabeleireira foram levados para um hospital de Montes Claros.