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Após greve de policiais e bombeiros, Ceará tem 122 assassinatos

Desde a paralisação na última terça-feira 18, Estado registra média de 30,5 mortes por dia

Por Nonato Viegas 23 fev 2020, 16h58

Subiu para 122 o número de pessoas assassinadas desde o início da paralisação de policiais e bombeiros militares no Ceará, na última terça-feira 18, numa média de 30,5 mortes por dia. Os crimes englobam casos que se enquadram em homicídio doloso, feminicídio, lesão corporal seguida de morte e latrocínio.

Somente no sábado 22, o primeiro dia do feriadão de Carnaval, foram 34 homicídios, três a menos que o dia anterior, quando 37 pessoas foram mortas. Segunda-feira 24, os ministros Sérgio Moro (Justiça) e Fernando Azevedo e Silva (Defesa), acompanhados do advogado-geral da União, André Luiz Mendonça, vão a Fortaleza encontrar o governador Camilo Santana. O estado está submetido à Garantia da Lei e da Ordem, sob o comando das Forças Armadas e da Força Nacional.

A segurança no estado é realizada por 2,5 mil soldados do Exército, 150 agentes da Força Nacional, 212 policiais rodoviários federais, policiais civis PMs de batalhões que não aderiram à paralisação. O Ceará tem batalhões tomados por policiais militares e familiares desde de terça-feira, 18.

Ao menos nove quartéis estão sob o comando dos manifestantes, que cortaram ou esvaziaram pneus de viaturas e motocicletas. O governo decidiu suspender 167 policiais, que estão sendo investigados por participar na paralisação. O governo garante que eles sairão da folha salarial pelo período.

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