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Ana Arraes é eleita ministra do TCU pela Câmara

Deputada do PSB ainda depende de aprovação do Senado

Por Luciana Marques 21 set 2011, 13h07

O plenário da Câmara dos Deputados elegeu, nesta terça-feira, a deputada Ana Arraes (PSB-PE) ministra do Tribunal de Contas da União (TCU). O nome da deputada ainda depende da aprovação do Senado. Foram 222 votos para Ana contra 149 para Aldo Rebelo (PC do B-SP), segundo colocado. A votação começou às 11h45 e durou uma hora.

Ana Arraes venceu a eleição depois de uma verdadeira campanha realizada por seu filho, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), que praticamente se instalou em Brasília em busca de apoio. Com o sucesso da articulação política, Campos espera ganhar prestígio na Câmara, o que poderá ajudá-lo numa eventual candidatura à Presidência em 2014. Alguns parlamentares da oposição deixaram de votar em Ana porque o governador não ofereceu garantias de aliança com o PSB nas eleições municipais de 2012. Ainda assim, a deputada saiu vitoriosa.

Em seu discurso antes da votação, Ana Arraes defendeu a capacitação de gestores e o papel da mulher na política. “Aos bons gestores, a lei, aos maus gestores, o rigor dela”, afirmou. “Tem crescido muito a participação das mulheres no espaço do poder no Brasil, sobretudo no governo da presidente Dilma. A participação igualitária das mulheres no processo de tomada de decisão é fundamental para o fortalecimento da democracia”.

O deputado Átila Lins (PMDB-AM) ficou em terceiro lugar, com 47 votos. Também eram candidatos Damião Feliciano (PDT-PB), Milton Monti (PR-SP) e Rosendo Severo, funcionário de carreira do TCU. O deputado Vilson Covatti (RS), indicado pelo PP, retirou a candidatura pouco antes da votação.

Suplente – A cadeira de Ana na Câmara será ocupada por Severino de Souza Silva (PSB-PE), o primeiro suplente da coligação. Pouco antes da votação, assessores de parlamentares de pelo menos dois partidos buscavam informações sobre a suplência de Aldo. Os deputados temiam que o posto fosse ocupado pelo petista José Genoíno, o que poderia se tornar um motivo para que mudassem o voto. Genoíno, no entanto, é o segundo suplente. Hoje o petista é assessor especial do ministro da Defesa, Celso Amorim.

Cargo – Para exercer o cargo vitalício de ministro do tribunal, o candidato precisa ter notório conhecimento jurídico, idoneidade moral e reputação ilibada. Três dos nove ministros do TCU são escolhidos pelo presidente da República, a partir de uma lista tríplice elaborada pela própria corte. As outras seis vagas são preenchidas pelo Congresso Nacional. O tribunal é responsável pela fiscalização contábil, orçamentária e patrimonial da União.

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