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Amigo de Lula depõe por cerca de três horas e nega envolvimento em cobrança de propina em Campinas

Acusações contra José Carlos Bumlai são "invenção", diz advogado

Por André Vargas 27 Maio 2011, 18h33

Os promotores Adriano Andrade de Souza e Amauri Silveira, do Gaeco de Campinas, interrogaram por cerca de três horas o empresário José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mário Sérgio Duarte Garcia, advogado do empresário, disse logo depois do fim do depoimento: “Ele esclareceu que não tinha nada a ver com isso”.

Bumlai foi convocado pelo Ministério Público por que há gravações de uma conversa dele com um suspeito de participar de um esquema de cobrança de propina em Campinas transcritas no inquérito que apura o caso. Na conversa, Bumlai diz a seu interlocutor que tem interesse em negociar o benefício da delação premiada para proteger Lula. Nesta sexta-feira, de acordo com o advogado, ele negou essa hipótese. O empresário disse aos promotores que não tem mais ligações com a Constran e a Sanasa, empresas investigadas pelo Ministério Público. O advogado disse que tudo que há no inquérito contra seu cliente é uma “invenção despropositada”.

A Constran e a Sanasa integrariam o esquema montado em Campinas. A primeira-dama e simultaneamente chefe de gabinete do prefeito de Campinas, Doutor Hélio (PDT), comandaria o esquema – só não foi presa porque obteve um habeas corpus. O repasse de recursos de fornecedores da prefeitura chegaria a 300.000 por mês. O vice-prefeito Demétrio Vilagra (PT) também foi preso, na quinta-feira, quando retornou de uma viagem à Europa. Na noite de sexta, ele foi solto. Também deixaram a prisão o ex-diretor financeiro da Sanasa Marcelo de Figueiredo, o empresário Gabriel Ibrahin Gutierrez e Ricardo Chimirri Cândia.

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